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Correio da Manhã

Economia
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“BPN é montanha de fraudes e esquemas”

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, considerou esta sexta-feira que o caso BPN é uma "montanha de fraudes e esquemas" para enriquecimento de alguns e reflecte o "jogo de interesses" entre os poderes económico e político nos últimos anos.
7 de Janeiro de 2011 às 16:48
Carvalho da Silva comenta caso BPN
Carvalho da Silva comenta caso BPN FOTO: Pedro Elias/Jornal de Negócios

"O Banco Português de Negócios (BPN) é uma montanha de fraudes e de  esquemas para enriquecimento de alguns e isso está mais que provado. Foi um autêntico roubo e uma plataforma de acumulação indevida de riqueza. Esse é que é o problema do BPN. Quem se envolveu e como se envolveu compete à  justiça clarificar e há que assumir responsabilidades", referiu o dirigente  sindical, em Lisboa.

Carvalho da Silva, que falava à margem do Plenário Nacional de Sindicatos da CGTP, destacou ainda que "o desenvolvimento do compadrio e da corrupção, do jogo de interesses entre o poder económico e poder político, sempre escondido e executado, contaminou profundamente a sociedade portuguesa nos últimos anos". "A pré-campanha eleitoral para as presidenciais reflecte essa podridão: Só surgem os problemas porque a podridão existe", sublinhou ainda.

Para Carvalho da Silva, o caso BPN "degradou o principio da ética e dos valores morais da governação, no seu conceito amplo, e só haverá saídas para a situação em que o país se encontra quando houver governantes com autoridade moral e com princípios éticos capazes de mobilizar e responsabilizar os portugueses".

"Nós não sairemos dos bloqueios onde estamos se não dinamizarmos a capacidade produtiva dos portugueses e se não formos capazes de responsabilizar cada homem e mulher e isso só é feito pelo seu trabalho", salientou.

Questionado sobre qual a indicação de voto da CGTP nos candidatos às  próximas eleições presidenciais, Carvalho da Silva disse que os trabalhadores  devem "identificar as suas opções de voto com aquilo que são as causas por  que lutam. A partir daí têm de fazer as suas escolhas".

A CGTP considera que se deve dar força às candidaturas que afirmem "uma  necessidade de mudança e de interpretação da Constituição da República, mas com rigor, e que defendam o compromisso com os direitos dos trabalhadores  e as causas do desenvolvimento do país", isto é: "Inequivocamente, um candidato de esquerda", realçou o sindicalista.

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