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Correio da Manhã

Economia

BPN não comprou acções da SLN após nacionalização

O presidente do Banco Português de Negócios (BPN), Francisco Bandeira, afirmou esta sexta-feira, em Ponta Delgada, que a instituição não comprou acções da SLN depois da nacionalização do banco, apenas as recebeu como garantia de um financiamento.
7 de Janeiro de 2011 às 17:42
Francisco Bandeira
Francisco Bandeira FOTO: Lusa

"Espanta-me essa dúvida. Não se trata de nenhuma compra", afirmou Francisco Bandeira, em resposta a uma questão colocada pelos jornalistas sobre a eventual compra de acções da SLN.  

Segundo Francisco Bandeira, "o que houve é que, num Conselho de Administração anterior ao actual do BPN, foi feito um financiamento tendo como garantia um conjunto de acções da SLN".   

"Esse financiamento não foi pago e as garantias dadas vieram à posse do banco", acrescentou, salientando que "não há compra efectiva, há uma doação em pagamento porque decorria das condições do negócio".  

Francisco Bandeira, que falava no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores na qualidade de vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), escusou-se a fazer mais comentários sobre o BPN, alegando que estará segunda-feira na Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre o banco.  

O presidente do BPN assegurou, no entanto, que "não há nenhum novo aumento de capital", acrescentando que "o Estado nunca injectou capital no BPN desde a sua nacionalização".  

"O BPN vive numa situação de condescendência por parte do regulador porque tem uma situação líquida negativa. A necessidade de aumento de capital é apenas para dotar o banco de capacidade para operar", afirmou Francisco Bandeira.  

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