Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
4

Nobel da Economia atribuído a escocês

Trabalho sobre consumo e pobreza foi distinguido.
12 de Outubro de 2015 às 12:12
Angus Deaton é professor na Universidade de Princeton, nos EUA
Angus Deaton é professor na Universidade de Princeton, nos EUA FOTO: Princeton University

O Prémio Nobel da Economia foi esta segunda-feira atribuído ao escocês Angus Deaton. O professor da Universidade de Princeton, nos EUA, com cidadania norte-americana e britânica, foi galardoado pelo seu trabalho nas áreas do "consumo, pobreza e bem-estar".

O anúncio foi feito na Academia Nobel na cidade sueca de Estocolmo. A Academia Real das Ciências da Suécia justificou a atribuição do prémio a Deaton por este ter transformado "os campos da microeconomia, macroeconomia e desenvolvimento económico".

O vencedor do Nobel da Economia, doutorado na reconhecida Universidade de Cambridge, tem procurado responder a três questões nos seus estudos: "Como é que os consumidores organizam os gastos entre bens?", "Quanto do rendimento de uma população é gasto em bens e quanto é poupado?" e "Como medir e qual a melhor forma de analisar as prestações sociais face à pobreza?".

Estas questões levaram a uma análise de "problemas como a relação entre o rendimento e a quantidade de calorias consumida e a dimensão da discriminação entre os sexos no seio da família".

"Para elaborar políticas económicas que promovam o bem-estar e reduzam a pobreza, devemos primeiro perceber as escolhas de consumo individuais. Angus Deaton melhorou esse entendimento melhor do que ninguém", afirmou a Real Academia de Ciências.

"Relacionando as escolhas individuais específicas e os resultados coletivos, a sua investigação contribuiu para transformar os domínios da microeconomia, da macroeconomia e da economia do desenvolvimento", acrescentou.

Preocupação com a pobreza
Angus Deaton participou na conferência de imprensa de anúncio do vencedor do prémio e comentou a crise dos refugiados. "A redução da pobreza nos países mais pobres pode resolver o problema, ainda que não definitivamente", considerou o catedrático, que afirmou que a crise dos refugiados é causada por "séculos de desenvolvimento desigual" entre o "mundo pobre e o mundo rico".

Preocupado com a pobreza, Deaton mostrou-se otimista e acredita que a pobreza extrema vai continuar a diminuir em todo o Mundo. No entanto, o vencedor do Nobel ressalvou que não é um "otimista cego". "Não estamos ainda fora de perigo. Para muitas pessoas no Mundo as coisas estão muito, muito más", acrescentou Angus Deaton.

Antecessor de Angus Deaton
O prémio, no valor de 8 milhões de coroas suecas (860 mil euros), foi atribuído em 2014 ao francês Jean Tirole pela análise da regulação de mercados.

O Nobel da Economia, oficialmente "Prémio do Banco da Suécia em Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel", é o último a ser anunciado e encerra uma temporada que distinguiu entre outros a bielorrussa Svetlana Alexievitch na Literatura e um grupo de defensores do diálogo democrático na Tunísia com o galardão da Paz.

Britânico Reino Unido Nobel Economia Nobel da Economia consumo pobreza prestações sociais Angus Deaton
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)