Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
7

Bruxelas diz que "acertos" são prática corrente

A Comissão Europeia assegurou esta segunda-feira, em Bruxelas, que as diferenças entre a versão preliminar e a final do acordo que firma o resgate financeiro a Portugal são "acertos" que "não introduzem qualquer alteração significativa".
30 de Maio de 2011 às 13:16
A troika aquando da apresentação do memorando
A troika aquando da apresentação do memorando FOTO: Duarte Roriz

"O acerto, como é prática corrente, não introduziu qualquer alteração significativa ao conteúdo do acordo alcançado em Lisboa e na versão apresentada aos partidos da oposição", garantiu o porta-voz para os Assuntos Económicos e Financeiros.

Amadeu Altafaj Tardio explicou à Agência Lusa que o "acerto" ("fine-tuning") foi feito em consultas entre os parceiros da 'troika' (Comissão Europeia, BCE, FMI) e as autoridades portuguesas, visto ser "essencial manter a coerência" entre a União Europeia e o FMI.

O maior "acerto", segundo a Comissão Europeia, foi um acrescento feito na parte relativa ao sector bancário para clarificar que "a fim de facilitar o processo de desalavancagem, as autoridades irão encorajar os investidores privados a manter a sua exposição".

Esta questão considerada menor prende-se com as condições colocadas pela Finlândia para aceitar o resgate a Portugal.

"Alguns prazos também foram melhor especificados ou ligeiramente alterados em função de novas informações disponíveis", conclui Altafaj Tardio.

O Ministério das Finanças também considerou sexta-feira que as diferenças entre a versão preliminar do texto e a versão final do acordo são "ajustamentos pontuais".

 

Troika Memorando Ajuda Resgate
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)