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Correio da Manhã

Economia
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Cadilhe sugere venda de ouro

Os mais de cinco mil milhões de euros que resultariam da venda de ouro nos cofres do Banco de Portugal deveriam ir para um fundo extraordinário de investimento. Eis a proposta de Miguel Cadilhe, presidente da Agência Portuguesa para o Investimento.
10 de Janeiro de 2005 às 00:00
Miguel Cadilhe
Em entrevista ao ‘Jornal de Notícas’, o ex-ministro das Finanças afirmou que o fundo extraordinário de investimento deveria ser criado para “pagar rescisões por mútuo acordo” na função pública; “lançar acções longas de formação, reconversão e reafectação de funcionários que não optem pelas rescisões por mútuo acordo; intensificar e completar os reequipamentos, reorganizações e desmaterializações electrónicas de áreas administrativas vitais, mais carecidas.”
Esse fundo, de acordo com Cadilhe, também deveria ser dotado de dinheiro resultante de uma “emissão extraordinária de dívida pública, longa, autojustificada”, e de “recursos estruturais da União Europeia”.
O ex-governante voltou a defender menor carga fiscal, para as empresas portuguesas poderem ser mais competitivas, e menos despesas correntes. Lembrou que a despesa do sector público administrativo era de 28 por cento do PIB de 1984 a 1990; agora, 40 por cento do PIB. E é pela redução de sete por cento ao ano dessa despesa até 2008.
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