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Correio da Manhã

Economia

CALÇADO É EXEMPLO PARA A ECONOMIA

O crescimento da indústria portuguesa de calçado manifestou-se no primeiro trimestre de 2002. De Janeiro a Março, segundo dados do Instituto Nacional de Estística (INE), as exportações de calçado aumentaram 11,5 por cento, para 22,5 milhões de pares de sapatos, representativos de um volume de negócios de 391 milhões de euros. Face ao preço médio do calçado português o aumento rondou os 10, 2 por cento.
29 de Junho de 2002 às 21:10
A Europa continua a ser o mercado preferencial do calçado português, com 92 por cento do total das exportações. O aumento mais expressivo verificou-se na Alemanha, onde se registou uma subida das compras de sapatos portugueses de 106, 9 por cento, atingindo os 155 milhões de euros. É considerado o principal mercado da indústria nacional.

O calçado português foi também o preferido em outros países europeus, nomeadamente em Espanha (mais 85,3 por cento para 16,7 milhões de euros), Bélgica (mais 40,8 por cento, 11 milhões de euros); Reino Unido (mais 15,8 por cento, 62 milhões de euros) e Holanda(mais de 5,8 por cento, 35 milhões de euros).

Em França, mercado tradicional e importante para a indústria portuguesa de calçado, as vendas registaram um ligeiro acréscimo, de 1,2 por cento, totalizando 86 milhões de euros. No resto do mundo, o destaque vai o Japão, onde se verifica um sinal de retoma com um aumento de 42 por cento, para 1,6 milhões de euros. Só para os Estados Unidos é que as exportações do calçado português diminuiram (16, 3 por cento).

A MOCAP - Mostra Portuguesa de Calçado contou com a participação de cerca de 200 empresas ligadas à indústria do calçado e dos têxteis.

O ministro da Economia visitou o certame e disse que a marca "Portugal" é já reconhecida internacionalmente devido aos esforços desenvolvidos pelas empresas no reforço da qualidade.

"Há que continuar a promover os produtos e aumentar as exportações, como tem acontecido com países de dimensão semelhante ao nosso", referiu Carlos Tavares, acrescentando que a aposta na qualidade é obrigatória, "porque produtividade não significa só produção, e já não estamos no tempo dos baixos salários e mão-de-obra barata".
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