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Correio da Manhã

Economia
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Caloteiros com nome em mural

Um armazém de materiais de construção da Lourinhã arranjou uma forma original de diminuir o número de caloteiros e evitar que os clientes fiquem a dever durante muito tempo. A afixação de uma dezena de placas com dizeres populares e a anotação do nome dos devedores num mural têm ajudado a fazer pressão sobre os clientes com dívidas e a baixar drasticamente o número de devedores.
6 de Março de 2011 às 00:30
Carlos Batista, encarregado do armazém, garante que a medida tem levado caloteiros a pagar dívidas
Carlos Batista, encarregado do armazém, garante que a medida tem levado caloteiros a pagar dívidas FOTO: Carlos Barroso

De vários formatos, espalhados pela entrada da empresa Filipatalaia, na localidade de Atalaia, estão vários cartazes com alertas em tom brincalhão mas para serem levados a sério pela clientela. "Conhecemos a desculpa de não ter cheque", é o primeiro recado. "Anda com falta de dinheiro? Uns tempos aflito admite-se, toda a vida não" pode ler-se noutra placa afixada.

Depois de alguns casos em que se tornou difícil cobrar as dívidas, os responsáveis pela empresa decidiram adoptar medidas de sensibilização. "Os avisos dão outro impacto quando chegam aqui para comprar e resulta, porque pedem logo a factura ou vêm fazer contas no espaço de duas semanas", conta Carlos Batista, encarregado do armazém. Os tempos actuais são difíceis, mas "temos seis empregados e também nós precisamos de sobreviver e para isso há que fazer com que os clientes tenham um pingo de vergonha para não fugirem para o estrangeiro ou virem com desculpas para não pagar e termos de levar os casos para tribunal", adiantou. A medida "tem resultado". Neste momento só há três "grandes caloteiros". A esses é reservado um mural onde estão afixados os nomes, localidades onde habitam e até as relações familiares com as pessoas da zona, para que todos fiquem a saber quem são.

CARLOS BATISTA LOURINHÃ LISTA CALOTEIROS
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