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Correio da Manhã

Economia
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CASA DO DOURO QUER MARCHA SOBRE LISBOA

O presidente da Casa do Douro ameaçou ontem “marchar sobre Lisboa com a maior manifestação de viticultores de que há memória em Portugal”. Manuel António Santos falava durante uma manifestação em Alijó que juntou 1500 pessoas. Com ‘slogans’ de “tem que existir justiça para o Douro” e “vamos marchar sobre Lisboa”, o encontro reuniu produtores, responsáveis da Casa do Douro e sindicatos.
21 de Julho de 2003 às 00:00
A instabilidade acentua-se na região, com os trabalhadores da Casa do Douro a caminhar para o seu quarto mês de salários em atraso, existindo já três famílias a quem a EDP cortou o fornecimento de energia eléctrica por falta de pagamento.
No dia 27 de Junho, José Luís Arnaut, no momento em que assinou um protocolo com a CD, prometeu o pagamento integral dos salários em atraso de todos os trabalhadores, frisando na altura que "não faz sentido que um País, que se quer moderno, da União Europeia tenha trabalhadores com salários em atraso". Estas palavras, ditas em público, colocaram brilho nos olhos dos trabalhadores que brindaram o ministro com uma estrondosa salva de palmas. "Naquela altura pareceu-nos que o sol estava a chegar às nossas vidas. Afinal, quase um mês depois, só vemos nuvens e um horizonte muito sombrio, tanto mais que nos sentimos usados como arma de arremesso neste braço-de-ferro que parece não ter fim", disse um trabalhador.
Recordamos que a CD tem cerca de 160 trabalhadores, dos quais 82 são funcionários públicos. Destes, dada a instabilidade na instituição, 23 pediram para serem colocados em outros organismos, os restantes 59 estão como destacados na CD.
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