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Correio da Manhã

Economia
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Centenas de trabalhadores de Setúbal contra privatização da AMARSUL

A manifestação decorreu de manhã na praça do Brasil.
8 de Julho de 2016 às 17:42
AMARSUL, empresa de tratamento de resíduos sólidos urbanos
AMARSUL, empresa de tratamento de resíduos sólidos urbanos FOTO: Vítor Mota
Centenas de trabalhadores dos serviços de higiene e limpeza de autarquias do distrito de Setúbal manifestaram-se esta sexta-feira contra a privatização e a distribuição de dividendos pelos novos acionistas privados da AMARSUL, empresa de tratamento de resíduos sólidos urbanos.

"Foi uma manifestação para alertar a população para os problemas decorrentes da privatização do grupo EGF (Empresa Geral de Fomento), onde está integrada a AMARSUL - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A., que decidiu distribuir 6 milhões de euros, acumulados durante a gestão pública, pelos novos acionistas privados da AMARSUL", disse à agência Lusa Luís Leitão, coordenador da União de Sindicatos de Setúbal.

"É uma situação inaceitável, que terá como resultado a descapitalização da empresa, pondo em causa a capacidade de fazer face a investimentos que serão necessários no futuro", acrescentou o sindicalista.

A manifestação, que decorreu hoje de manhã na praça do Brasil, em Setúbal, foi convocada pela Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) e por diversas estruturas sindicais - designadamente o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE-Sul) - que, tal como os trabalhadores da AMARSUL, também contestam a distribuição de dividendos e a privatização da empresa, integrada no grupo EGF.
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