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Correio da Manhã

Economia
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Centeno não quer que famílias "passem a vida inteira a pagar a casa”

Em Portugal os empréstimos têm uma duração muito superior (31,8 anos) à média da União Europeia.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 25 de Novembro de 2022 às 01:30
Mário Centeno, governador do Banco de Portugal FOTO: Your Image
O governador do Banco de Portugal está contra a extensão da duração dos empréstimos à habitação no novo mecanismo de renegociação, que foi esta quinta-feira promulgado por Marcelo Rebelo de Sousa.

Segundo Mário Centeno, “Portugal não compara bem com a média da União Europeia. A maturidade dos empréstimos para a compra de casa [31,8 anos] é 1,5 vezes mais elevada do que a média europeia”, afirmou ao CM, acrescentando que “é preciso ter muita prudência quando se quer aumentar essa duração, para que os mutuários não passem a vida inteira a pagar a casa”. Para o governador, o limite máximo de 70 anos do mutuário não deve ser ultrapassado.

Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), no final de setembro os novos contratos de crédito à habitação estavam a ser celebrados com uma taxa de juro média de 2,2% (mais 1,4 pontos percentuais face à registada no final de 2021).

As novas operações de crédito à habitação com taxa de juro fixa ou mista têm aumentado, e representaram, nos primeiros nove meses de 2022, 13% do montante dos novos empréstimos, refere o REF. Contudo, o ‘stock’ de crédito à habitação com taxas de juro variáveis continua a ser predominante (cerca de 90% em setembro). Após a promulgação, o diploma da renegociação do crédito à habitação deve ser publicado em ‘Diário da República’ na próxima semana.
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