Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
1

Centeno tem terceira maior dívida pública

Portugal mantém-se no pódio das dívidas mais altas, apesar de ter registado uma das maiores quedas.
Beatriz Ferreira 22 de Janeiro de 2019 às 09:00
Mário Centeno
Mário Centeno, ministro das Finanças
Centeno
Mário Centeno
Mário Centeno
Mário Centeno, ministro das Finanças
Centeno
Mário Centeno
Mário Centeno
Mário Centeno, ministro das Finanças
Centeno
Mário Centeno
Portugal mantém-se na terceira posição do pódio da União Europeia (UE) das maiores dívidas públicas, apesar de ter registado a terceira maior queda no terceiro trimestre de 2018 face ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com o Eurostat, a dívida pública portuguesa fixou-se nos 248,9 mil milhões de euros (125% do PIB), entre julho e setembro, uma queda de 4,5 pontos percentuais face ao período homólogo.

Trata-se da terceira maior diminuição da União Europeia, embora não seja suficiente para tirar Portugal do pódio das maiores dívidas públicas. Nesse ranking, o País apenas é ultrapassado pela Grécia (182,2%) e por Itália (133%).

O gabinete de Estatística europeu concluiu ainda que Portugal tem o segundo maior excedente orçamental da UE, registando, no terceiro trimestre, um saldo positivo de 3,6% do PIB. É o maior aumento (6,4 pontos) face ao trimestre anterior.

Recorde-se que estes valores não traduzem ainda a subida da despesa do Estado com o pagamento dos subsídios de Natal aos funcionários públicos e aos pensionistas, em novembro e dezembro.

Ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) baixou a previsão de crescimento da economia da Zona Euro para este ano. Para Mário Centeno, também presidente do Eurogrupo, a revisão deve fazer "os decisores políticos pensar".

Este ano será o pior desde a retoma, diz FMI
O FMI está mais pessimista quanto ao crescimento da Zona Euro em 2019. A instituição liderada por Christine Lagarde prevê um avanço de 1,6% em 2019, menos 0,3 pontos percentuais face às previsões de outubro.

O valor é o mais baixo desde 2014, ano em que se iniciou a retoma da crise. Apesar das previsões, o FMI afasta a possibilidade de uma "recessão mundial ao virar da esquina", embora tenha aumentado "o risco de que a redução do crescimento se agudize", disse ontem Christine Lagarde.
Ver comentários