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Correio da Manhã

Economia

Cerca de 70% dos pagamentos feitos pelos portugueses são em dinheiro

Instrumentos de pagamento custaram aos bancos, comerciantes e consumidores mais de mil milhões de euros.
Raquel Oliveira 29 de Janeiro de 2019 às 08:50
Cerca de 70% dos pagamentos feitos pelos portugueses são em dinheiro
Banco de Portugal
Cerca de 70% dos pagamentos feitos pelos portugueses são em dinheiro
Banco de Portugal
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Banco de Portugal
Os portugueses continuam a usar frequentemente notas e moedas para fazer pagamentos, sobretudo os de pequeno valor. Segundo um estudo do Banco de Portugal, divulgado esta segunda-feira, 70% dos pagamentos dos consumidores foram realizados em dinheiro.

O pagamento em numerário é o meio mais utilizado pelos portugueses, mas representa apenas 2% do valor movimentado. O estudo do Banco de Portugal (BdP) mostra que esta utilização intensa tem mesmo os custos sociais mais elevados, tendo atingido 1093 milhões de euros em 2017, substancialmente suportados pelos comerciantes (69%).

Pagar em dinheiro só é eficiente, do ponto de vista do custo social, para contas abaixo de 1,58 euros, diz o BdP. Entre os custos sociais podem estar, por exemplo, o investimento na produção de notas ou o tempo para efetuar depósitos.

Os custos com os vários instrumentos de pagamentos (débito direto, cheque, cartões, numerário ou transferências a crédito) chegaram a 1,9 mil milhões de euros em 2017, suportados, sobretudo, pelos comerciantes (49%) e pela banca (41%). Os custos para os consumidores foram de 789 milhões de euros.

Em termos de valor, a tabela dos instrumentos de pagamento é liderada pelas transferências a crédito – que incluem o pagamento de salários e a fornecedores – mas, em número de operações, é baixa.

Grupos de trabalho procuram soluções
Os pagamentos eletrónicos sem contacto (‘contactless’) e as transferências imediatas - disponíveis desde o final do ano passado - deverão ser mais utilizados tendo em conta os seus custos sociais mais baixos.

Nesse sentido, foram já criados dois grupos de trabalho, que reúnem técnicos do Banco de Portugal, da banca, Administração Pública e do setor do retalho (nomeadamente grande distribuição), que deverão propor um conjunto de medidas para dinamizar estes meios de pagamento até ao final deste ano.
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