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Correio da Manhã

Economia
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Prejuízos da CGD e Novo Banco acima dos 340 milhões

Banco público fechou primeira metade do ano com resultados negativos de 50 milhões de euros.
Pedro H. Gonçalves 29 de Julho de 2017 às 01:30
Apresentação dos resultados da Caixa Geral de Depósitos aconteceu ontem ao final da tarde na sede da empresa, em Lisboa
Paulo Macedo
Paulo Macedo
Paulo Macedo
Novo Banco
Novo Banco
Apresentação dos resultados da Caixa Geral de Depósitos aconteceu ontem ao final da tarde na sede da empresa, em Lisboa
Paulo Macedo
Paulo Macedo
Paulo Macedo
Novo Banco
Novo Banco
Apresentação dos resultados da Caixa Geral de Depósitos aconteceu ontem ao final da tarde na sede da empresa, em Lisboa
Paulo Macedo
Paulo Macedo
Paulo Macedo
Novo Banco
Novo Banco
A Caixa Geral de Depósitos apresentou ontem prejuízos de 50 milhões de euros no primeiro semestre, em conferência de imprensa. À mesma hora, por comunicado, o Novo Banco revelava resultados negativos de 290 milhões de euros na primeira metade do ano.

Os dois bancos continuam assim com as contas no vermelho mas, apesar disso, conseguiram reduzir prejuízos. O banco público passou de 205 milhões negativos para 50 milhões de prejuízo até junho. Isto equivale a um quarto das perdas verificadas em junho do ano passado.

Na primeira intervenção pública depois de ter sido revelado que a CGD ia passar a cobrar comissões nas contas dos reformados, Paulo Macedo saiu em defesa do banco. "As comissões da Caixa são das mais baixas do mercado, e a Caixa não cobra, ao contrário dos outros bancos, quaisquer comissões nos serviços mínimos aos estratos da população mais desfavorecida e aos reformados", afirmou o banqueiro que espera que, de um universo de 700 mil clientes da CGD que não pagavam comissões, cerca de 541 mil se mantenham sem custos.

Macedo revelou ainda que a Caixa vai encerrar até ao fim do ano as offshores das ilhas Caimão e Macau, onde há 250 milhões e 350 milhões de euros, respetivamente.

No que diz respeito ao plano de reestruturação da empresa, cerca de 300 trabalhadores saíram da CGD desde janeiro e outros 248 já manifestaram intenção de ir para a reforma.

Do lado do Novo Banco, liderado por António Ramalho, os prejuízos diminuíram 19,9% nos primeiros seis meses do ano, fixando-se em 290,3 milhões. "Estes resultados evidenciam o enorme esforço de reestruturação do banco, quer no aumento dos resultados operacionais, quer na redução continuada de custos", justificou Ramalho, citado na nota do Novo Banco enviada à CMVM.

Maior devedora da CGD está insolvente 
A Artlant, a gestora do projeto petroquímico de Sines a que a Caixa Geral de Depósitos emprestou pelo menos 520 milhões de euros, foi declarada insolvente. A decisão surge depois da tentativa de um plano de recuperação.
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