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Correio da Manhã

Economia
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CGD muda segurança na Internet

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a reforçar a segurança das operações realizadas através da internet e do telemóvel. Centenas de milhar de cartões, com combinações de letras e números, estão a ser enviados aos clientes, confirmou ao Correio da Manhã António Filipe, da Direcção de Canais Electrónicos da CGD.
14 de Junho de 2007 às 00:00
Fazer operações bancárias via internet é agora mais seguro
Fazer operações bancárias via internet é agora mais seguro FOTO: André Nacho
A operação de envio dos cartões, que deverá estar concluída no final deste mês, visa substituir o actual processo de validação que é feito com base no Número de Identificação Fiscal (NIF) ou com o código de acesso, no caso da Caixadirecta sms (telemóvel).
A partir de agora, em vez de pedir a composição de números do NIF, o sistema irá pedir que o utilizador introduza combinações de letras e números, diferentes para cada operação, inscritos no ‘cartão matriz’.
“Estas combinações tornam muito difícil que alguém possa construir uma para fazer operações”, sublinha António Filipe.
Estas exigências permanecem para operações que correspondam a movimentações de valores, como por exemplo, transferências interbancárias e pagamentos de serviços.
Trata-se de um processo “mais avançado, que alia o aumento da segurança com a conveniência”, sublinha ainda aquele responsável, já que o cartão é em tudo semelhante a um cartão de débito ou de crédito. Quanto ao custo desta operação, que envolve desde investigação matemática até ao fabrico dos cartões e o seu envio para os clientes, António Filipe prefere não avançar números.
Apesar da introdução deste novo sistema de segurança, a CGD não exclui vir a adoptar outros métodos – nomeadamente a chamada “autenticação forte”, que combina uma ‘password’ com um código dinâmico, gerado no momento.
De resto, a CGD participou num projecto coordenado pela SIBS, realizado o ano passado, que envolveu testes reais.
O projecto “correu bem, foi interessante” e serviu de base de trabalho para a CGD, afirmou António Filipe, sem querer adiantar razões para a não adopção do sistema, mas prometendo que aquela entidade bancária segue com atenção novas soluções de segurança.
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