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Correio da Manhã

Economia
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CGD quer reduzir mil postos de trabalho

Banco público fecha 2015 com 171,5 milhões de prejuízos.
Diana Ramos 5 de Fevereiro de 2016 às 08:37
José de Matos recusou dizer se está de saída da Caixa, mas garantiu estar “orgulhoso” do trabalho feito no banco
José de Matos recusou dizer se está de saída da Caixa, mas garantiu estar “orgulhoso” do trabalho feito no banco FOTO: Mário Cruz / Lusa
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) quer continuar a reduzir custos e admite cortar o quadro de pessoal em cerca de mil trabalhadores. No ano passado, saíram já do banco público 448 trabalhadores, 311 dos quais através do programa de reforma antecipada que abriu em 2014. Para acomodar os custos das saídas – as de 2014 e as de 2015 ao abrigo do programa de pré-reformas e aposentações voluntárias –, a CGD já contabilizou encargos, nas contas de 2014, no montante de 65 milhões de euros. E foram encerradas 22 agências.

O banco fechou 2015 com prejuízos de 171,5 milhões de euros. Um número no vermelho mas melhor do que os 348 milhões negativos contabilizados em 2014. "Estamos num processo de recuperação que não foi suficiente para termos resultados positivos", afirmou o líder executivo da CGD, José de Matos. Segundo o banqueiro, o que mais pesou nos resultados foram as provisões – 716,5 milhões em 2015 – resultantes da "má carteira de crédito" herdada. "Já contabilizámos 5 mil milhões de euros em imparidades. Quem cá estiver daqui a cinco anos não terá tanto para provisionar." José de Matos recusou dizer se está de saída da CGD, mas garantiu estar "orgulhoso" do trabalho feito pela comissão executiva do banco. E comparou a Caixa a um "petroleito", que desacelera ao chegar à barra mas que não pode travar a fundo.

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