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Correio da Manhã

Economia
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CGTP acusa construtora FDO de "trabalho escravo"

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acusou esta terça-feira o Grupo FDO de promover "trabalho escravo" e exigiu a intervenção "imediata" do ministro da Economia e do presidente da Câmara de Braga para desbloquear o pagamento dos salários.
14 de Fevereiro de 2012 às 14:39
Arménio Carlos (centro), lidera a CGTP
Arménio Carlos (centro), lidera a CGTP FOTO: d.r.

"O que se verifica aqui [FDO] é uma situação de trabalho escravo, com os trabalhadores há três ou quatro meses sem receberem os seus salários. Isto não se justifica, não faz sentido, não tem nada a ver com o funcionamento democrático de um país", afirmou.

O dirigente sindical falava em Braga, frente às instalações do Grupo FDO, que emprega 700 trabalhadores e que têm em atraso metade do salário de Novembro, mais os salários de Dezembro e Janeiro e ainda o subsídio de Natal.

Para Arménio Carlos, o Governo, nomeadamente o Ministério da Economia, "tem de intervir ", para verificar se "há ou não problemas" com as contas da empresa e para resolver "de imediato" o problema dos salários em atraso.

"O ministro da Economia anda a anunciar com pompa e circunstância que tem para aí uma linha de crédito de 1500 milhões de euros para ajudar as empresas, mas quando chegam estas alturas o dinheiro não aparece", criticou. Deixou ainda uma "chamada de atenção" ao presidente da Câmara de Braga, sublinhando que "não pode passar à margem de um problema" que afecta tantas famílias.

"O presidente da Câmara tem de intervir, tem de dizer de que lado está, se está do lado dos patrões ou do lado dos trabalhadores, que cumprem as suas obrigações e não recebem os salários a tempo e horas", disse Arménio Carlos.

A administração da FDO já terá admitido, aos sindicatos, que vai pedir a insolvência das três maiores empresas do grupo, mas à comunicação social continua a não falar, remetendo para um comunicado que será emitido oportunamente.

Alguns trabalhadores optaram pela greve, enquanto outros se decidiram pela suspensão ou rescisão dos contratos.

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