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Correio da Manhã

Economia
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CIP diz que programa do governo é 'globalmente positivo'

A Confederação da Indústria Portuguesa atribui uma avaliação "globalmente positiva" ao programa do Governo, mas exige clarificações adicionais, nomeadamente no âmbito do financiamento às empresas.
6 de Julho de 2011 às 15:41
António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa
António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa FOTO: d.r.

De acordo com um documento recentemente divulgado pela Confederação da Indústria Portuguesa, liderada por António Saraiva, o organismo "considera que o programa do Executivo merece uma avaliação globalmente positiva", mas que "carece de ser demonstrada a curto prazo".

Entre as principais preocuapações da confederação que representa os interesses da indústria e dos empresários estão o financiamento às empresas e o respeito pelos prazos de pagamento.

"Notamos com preocupação a indefinição relativamente ao que consideramos serem condições fundamentais para assegurar a recuperação e o crescimento económicos", refere o documento. Como tal, é essencial garantir "o financiamento das empresas a um custo suportável, estando em jogo a sobrevivência das empresas, a manutenção dos postos de trabalho e a concretização do potencial de aumento das exportações".

Neste sentido, a Confederação considera "fundamental conciliar a necessária desalavancagem do sector bancário (exigido pelo Programa de Ajustamento) com a manutenção do financiamento regular do sector produtivo".

Por considerar "escassa" a informação fornecida pelo Governo relativamente a soluções que "tornem possível esta conciliação" no domínio do financiamento das empresas, o organismo liderado por António Saraiva, lança um "apelo urgente" ao Estado e às entidades públicas.

"A CIP apela à assumpção urgente, por parte do Estado e de todas as entidades públicas, das suas dívidas para com as empresas fornecedoras e ao respeito pelos prazos de pagamento legais ou contratualmente fixados". "Registamos grande preocupação pelo facto de, no programa do Governo, constar apenas, como estímulo específico às micro, pequenas e médias empresas, diminuir e assegurar o cumprimento sem atraso das dívidas do Estado", pode ainda ler-se no documento.

Para além disso, a CIP entende também "como essencial" o apoio e desenvolvimento dos seguros de crédito, "indispensáveis à internacionalização das empresas, em especial quando se visam novos mercados, uma matéria que, lamenta, "está praticamente ausente do programa do Governo, sendo apenas referida no âmbito do relacionamento com os países de língua portuguesa".

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