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CIP e RAVE dispostas a trabalhar em conjunto

José Manuel Viegas, responsável pela análise das acessibilidades no estudo sobre o novo aeroporto internacional da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), disse esta quarta-feira que as soluções apresentadas podem não ser “perfeitamente exequíveis”, declarando-se disponível para trabalhar com a RAVE, que também se mostrou interessado num trabalho conjunto.

14 de novembro de 2007 às 17:58

“Não estou em condições de garantir que todas aquelas soluções (apresentadas no estudo da CIP) são perfeitamente exequíveis”, afirmou José Manuel Viegas, acrescentando que “temos a clara noção de que não poderíamos estar em pé de igualdade (com os estudos apresentados pela RAVE) quando se trata de discutir questões de pormenor" e admitindo que nos quatro meses em que o estudo foi efectuado “não houve tempo” para dar resposta a este tipo de questões.

Viegas reconheceu ser “difícil” fazer uma comparação de custos, mas considerou que a proposta da CIP tem “um conceito mais correcto e mais gerador de valor”, defendendo que no estudo que apresentou a RAVE limitou-se a “dar o remendo necessário (ao traçado de alta velocidade já existente) para poder chegar a Alcochete”.

Por sua vez, o administrador da RAVE Carlos Fernandes disse que o estudo da CIP é pautado pela “ausência de quantificação e orçamentação”, argumentando que só a hipótese de construção da ponte Beato-Montijo “apresenta uma suborçamentação entre 60 e 70%”. Fernandes referiu ainda que a “inexistência de estudos de traçado e ambiente, ligações ferroviárias desajustadas e afectação de património qualificado em Lisboa”, são outros dos elementos em falta no estudo elaborado pela CIP.

José Manuel Viegas considerou que as declarações feitas por Fernandes eram “pouco dignas de um administrador de uma empresa pública”, afirmando que só “podem ser baseadas numa leitura apressada e nervosa” do estudo da CIP, mas mostrando-se, no entanto, disponível para “trabalhar em conjunto com a RAVE”.

Proposta à qual o administrador da RAVE respondeu estar “perfeitamente disponível” para um trabalho em conjunto.

Recorde-se que a proposta da Confederação defende que o novo aeroporto de Lisboa deve ser "o nó principal" da distribuição de passageiros, uma opção que, para os autores do estudo "evita o transbordo para passageiros vindos de regiões a norte e tem a vantagem de poupar entre seis a dez minutos para os passageiros destinados a Lisboa".

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