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Correio da Manhã

Economia
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Comboio da CP param no domingo

Os comboios da CP vão voltar a parar no domingo devido à greve dos maquinistas e dos revisores, disse este sábado à Lusa a porta-voz da empresa.

9 de Junho de 2012 às 16:18
CP
CP FOTO: Vasco Neves

"Perante os dados que temos, e fazendo uma comparação com greve de 7 de Junho, é expectável a supressão de 100 por cento dos comboios a nível nacional", afirmou Ana Portela.

Depois de no feriado religioso do Corpo de Deus, na quinta-feira, não ter havido circulação de comboios, o mesmo cenário deverá repetir-se no domingo, 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Os efeitos da nova paralisação deverão sentir-se já esta noite, mas com "supressões muito localizadas e reduzidas", afirmou Ana Portela, que diz esperar sobretudo perturbações nos comboios regionais e urbanos a partir das 21h00, enquanto o serviço de longo curso ainda será pouco afectado.

O Sindicato Nacional de Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) apresentou um pré-aviso de greve ao trabalho extraordinário e aos feriados entre 1 e 30 de Junho, não tendo sido definidos serviços mínimos para o transporte de passageiros.

A greve dos maquinistas e revisores terá ainda efeitos no feriado municipal de 13 de Junho, dia de Santo António em Lisboa, afectando os serviços urbanos das linhas de Sintra, Cascais e Azambuja, "onde se prevê a supressão total de comboios", segundo Ana Portela.

 A 24 de Junho, feriado de São João, no Porto, haverá "supressão total" de todas as linhas de comboios urbanos do Porto. A CP prevê ainda que possam ser suprimidos todos os comboios das linhas regionais do Minho e do Douro, tendo a greve ainda impacto no serviço de longo curso.

A 28 de Junho, feriado municipal do Barreiro, haverá "supressão total" da circulação de comboios da linha do Sado.

Questionada sobre a disponibilidade da CP para negociar com os sindicatos, Ana Portela disse que a empresa pretende encontrar pontos de entendimento no que estiver ao seu "alcance", mas que "não pode negociar ou ceder em condições que contrariam o cumprimento da lei do Orçamento geral do Estado".

A porta-voz da CP diz que a única reivindicação dos sindicatos se prende com as horas extraordinárias, que sofreram cortes, já que outras remunerações variáveis, como subsídios de condução ou de escala, permaneceram intactas.

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