Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
9

COMERCIANTES TRAVAM SUBIDA DA INFLAÇÃO

Os comerciantes desempenharam um papel fundamental na contenção da inflação em Junho, ao não repercutirem no preço dos produtos o aumento da taxa máxima de IVA para 19 por cento. Em Junho passado, a inflação aumentou 0,3 por cento, mas este aumento teria sido mais apreciável se a redução da procura e condicionalismos logísticos não tivessem forçado o comércio a manter inalteráveis os preços no consumidor.
12 de Julho de 2002 às 21:51
O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Vasco da Gama, considera que “não houve um aumento maior de inflação porque estamos num contexto de redução da procura”. E, assim sendo, “os comerciantes, por um lado, hesitam em fazer repercutir o aumento do IVA nos preços e, por outro, questões de natureza logística (ligadas à alteração dos preços nos produtos) condicionaram a repercussão desse aumento nos preços”, explica.

Segundo o presidente da CCP, o sector atravessa “uma fase de descida do volume de negócios”, cujo índice tem vindo progressivamente a descer nos últimos meses. A verdade é que, não repercutindo o aumento da taxa máxima do IVA nos produtos, os comerciantes estão a reduzir directamente a sua margem de lucro.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a inflação aumentou 0,3 por cento em Junho, face ao mês anterior, ficando abaixo das piores previsões. Os analistas previam que os preços no consumidor subissem em Junho entre 0,4 e 1,2 por cento.

A inflação homóloga (que compara os preços em Junho de 2002 e identico mês de 2001), aumentou 0,1 por cento, situando-se agora nos 3,4 por cento. A média anual da inflação cifra-se nos 3,7 por cento, menos 0,1 por cento, considerando o período entre Junho de 2001 e Junho de 2002. No primeiro semestre, os preços aumentaram 3,4 por cento.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)