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Correio da Manhã

Economia
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Comissões na CGD aumentam em média 10% ao ano

Caixa Geral de Depósitos põe a pagar pensionistas com reformas acima de 835,50 euros por mês.
Diana Ramos 25 de Julho de 2017 às 01:30
Paulo Macedo
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O número de pensionistas abrangido não é revelado. Mas, a partir de 1 de setembro, a CGD passa a cobrar comissões de manutenção aos idosos com mais de 65 anos nas contas em que estes recebem a reforma. Para a DECO, o acréscimo dos custos suportados pelos clientes é resultado de más decisões de gestão passadas. A associação fez as contas e, nos últimos dez anos, a banca subiu as comissões de manutenção a um ritmo de 10% ao ano.

O banco recusa dizer o número de pensionistas que perde a isenção, mas garante que "a maioria dos reformados está dentro das condições de isenção", isto é, contas em que o 1º titular tem mais de 65 anos e uma pensão inferior a um salário mínimo nacional e meio (835,50 euros). A CGD é um dos últimos bancos a rever estas comissões. Segundo o economista da DECO Nuno Rico, trata-se de uma tendência que se tem generalizado. Só o BPI mantém as tradicionais isenções nas contas ordenado.

Os restantes bancos levam o cliente a subscrever pacotes de serviços com encargos mensais. Na CGD, o valor varia entre 2,5 e sete euros. No BCP, para estar isento da comissão de manutenção na conta reforma o cliente tem de ter uma pensão até 500 euros e fazer três transações de conta da água, eletricidade, telefone ou telecomunicações.

Quanto aos mais vulneráveis, a CGD adianta que "quem não puder pagar a prestação mais barata, que é a da Conta Caixa S (2,5 euros), tem à disposição a conta de serviços mínimos bancários, que na Caixa é gratuita". "É um aumento constante, arbitrário e injustificável", diz Nuno Rico. O economista admite que "decisões menos acertadas contribuíram para as dificuldades que o banco atravessa" e que "penalizam contribuintes e clientes."

O BE critica a decisão e frisa que o banco tem "obrigações especiais", o PCP exige a reversão das atualizações e o CDS pede esclarecimentos às Finanças.

População lamenta que o balcão móvel não tenha dinheiro    
O balcão móvel da Caixa Geral de Depósitos, instalado no interior de uma carrinha de mercadorias, esteve ontem em várias aldeias de Trancoso. A população gostou da ideia mas lamenta que não permita realizar operações com dinheiro.

O veículo está impedido de transportar e transacionar valores. "É bom para quem não se pode deslocar, mas só se resolvem alguns assuntos", refere um habitante.
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