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Correio da Manhã

Economia
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Confrontos no hotel Tivoli

Cerca de 150 trabalhadores em greve do Tivoli Lisboa envolveram-se ontem de manhã em confrontos à porta do hotel devido a tentativas de substituição de funcionários por parte da administração, conforme afirmou Rodolfo Caseiro, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.
16 de Abril de 2006 às 00:00
Os funcionários fizeram ontem uma vigíliae continuam hoje a greve, cujo objectivo é conseguir um aumento mínimo de 35 euros
Os funcionários fizeram ontem uma vigíliae continuam hoje a greve, cujo objectivo é conseguir um aumento mínimo de 35 euros FOTO: Imagens SIC
O sindicalista referiu que o protesto teve início às seis da manhã e, três horas depois, estavam no local quatro carros patrulha e um carro da polícia de choque: “A Polícia cercou o hotel empurrou os trabalhadores para tentar abrir alas e deixar entrar trabalhadores que não são da empresa.”
A administração garante só ter chamado a polícia por se ter apercebido de que os grevistas estavam a impedir a entrada de trabalhadores que não queriam aderir ao protesto.
Rodolfo Caseiro afirmou que os funcionários tentaram explicar à polícia que quem queria entrar eram ‘extras’, ou seja, funcionários contratados pela administração para fazer face às faltas devido à greve, o que a lei considera ilegal.
Em comunicado, o Tivoli faz saber que “a contratação destes colaboradores está prevista em todas as situações de maior ocupação das unidades hoteleiras” e está em conformidade com a Lei.
A administração adianta ainda que apenas onze por cento dos trabalhadores (45 de 400) terão aderido à greve convocada para quatro hotéis do grupo, embora os sindicatos tenham contabilizado uma adesão de 90 por cento.
Os 400 funcionários dos hotéis concordam com o aumento salarial de 2,4 por cento, mas exigem uma garantia de aumento mínimo de 35 euros e não de 22 euros, como proposto pela administração.
A meio da tarde, os trabalhadores realizaram um plenário e no final foram recebidos pela administração que disse que “não é pelo meio da greve que se resolvem os problemas”, referiu Rodolfo Caseiro.
Já na passada sexta-feira os funcionários de outro hotel, Marriott, decidiram fazer greve perante negociações salariais o que, segundo a direcção do hotel, acabou por se concretizar com 23,8 por cento de adesão, ou seja, 60 trabalhadores paralisados num total de 252.
Também neste caso, a direcção pediu a intervenção policial “no sentido de evitar o pânico e a desordem numa população de cerca de 1300 pessoas (entre clientes e trabalhadores)” ameaçada pelas forças sindica que tentavam paralisar a operação do Hotel.
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