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Correio da Manhã

Economia
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Constâncio deve explicar-se ou sair

O governador do Banco de Portugal ou é ouvido pela Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças até ao próximo dia 15 ou deve abandonar o cargo. Assim exige o PSD.
5 de Janeiro de 2008 às 00:00
Ribau Esteves, secretário-geral do PSD, manifestou, numa conferência de imprensa, a “exigência de explicações urgentes” por parte de Vítor Constâncio sobre a Caixa Geral de Depósitos e o BCP. Esta tomada de posição do PSD deveu-se à notícia do ‘Público’ de que a CGD emprestou cerca de 500 milhões de euros a accionistas do BCP, entre os quais Joe Berardo, Moniz da Maia e Teixeira Duarte, para o reforço de posições no capital social do maior banco privado português.
Tais operações são legais, mas Ribau Esteves argumentou que “se alguns dos empréstimos concedidos pela CGD para a aquisição de acções do BCP tivessem sido dirigidos para a economia, para os cidadãos e para as empresas, poderiam, porventura, ter sido salvos muitos empresários e muitos dos trabalhadores despedidos” em 2007.
Acrescentou que Vítor Constâncio “tem a sua própria idoneidade técnica e de rigor profissional profundamente atingida, pelo que tem de mudar de atitude” e esclarecer sobre a “gestão do BCP e da CGD, ou, então, inibir-se em definitivo de ser parte de todos estes processos”.
A CGD, num comunicado, frisou que “este tipo de notícias associam a CGD à disputa em curso no BCP para a eleição dos órgãos sociais. No entanto, reportam-se a um tempo em que nada fazia prever o rumo da história desta instituição, pelo que não se pode construir um nexo de causalidade entre as situações referidas”.
O BCP também emitiu um comunicado, mas para anunciar a renúncia de Jorge Jardim Gonçalves.
À presidência do BCP concorrem Carlos dos Santos Ferreira e Miguel Cadilhe, que criou um sítio electrónica no qual explica por que concorre e afirma a “independência” da lista que encabeça.
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