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Correio da Manhã

Economia
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Constâncio nega

O Banco de Portugal garantiu ontem que nunca recebeu do Ministério Público qualquer informação sobre o Banco Português de Negócios (BPN). Em comunicado, a instituição governada por Vítor Constâncio esclarece, ainda, que as reservas apresentadas em relatório pelos auditores "foram averiguadas e resolvidas" .

9 de Novembro de 2008 às 00:30
Actuação de Vítor Constâncio (na foto) tem sido defendida pelo ministro das Finanças
Actuação de Vítor Constâncio (na foto) tem sido defendida pelo ministro das Finanças FOTO: Vítor Mota

A tomada de posição do Banco de Portugal surge depois de uma notícia no semanário ‘Sol’, que refere que tanto o Ministério Público como a Deloitte, responsável pela auditoria do BPN, alertaram em 2002 o governador do Banco de Portugal para irregularidades no BPN.

Em comunicado, o Banco de Portugal salienta que 'as reservas que constam da Certificação Legal de Contas da Deloitte foram transmitidas pelo Banco de Portugal à administração do BPN, em reunião de Dezembro de 2002, anteriores, portanto, à elaboração do relatório da Deloitte'. 'Na sequência dessa reunião, o Banco de Portugal determinou a agregação ao Grupo BPN de créditos sobre empresas ligadas ao grupo e determinou também que as provisões para riscos bancários gerais fossem excluídas do cômputo dos fundos próprios', adianta o comunicado da instituição, salientando que 'essas situações foram, assim, devidamente averiguadas e resolvidas pelo Banco de Portugal'.

O comunicado indica, ainda, que 'o Banco de Portugal questionou a Deloitte, quando esta empresa deixou de ser o auditor do BPN, se tinha algo a assinalar, tendo a resposta sido negativa'. O Banco de Portugal abriu seis processos ao BPN em Junho na sequência da descoberta de operações clandestinas.

PORMENORES

NACIONALIZAÇÃO

O Governo optou pela nacionalização do Banco Português de Negócios depois das perdas acumuladas chegarem aos 700 milhões de euros.

CRÍTICAS À SUPERVISÃO

O governador do Banco de Portugal tem sido duramente criticado por alegadas falhas na regulação.

CADILHE DAI DO BPN

Miguel Cadilhe, depois de quatro meses à frente do BPN, recusou ficar à frente de um banco nacionalizado.

LEI DAS NACIONALIZAÇÕES

A proposta do Governo foi aprovada, depois de uma acesa discussão por causa das indemnizações a dar a gestores condenados.

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