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Correio da Manhã

Economia
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Construção: Sector pode gerar 50 mil desempregados até Setembro

As empresas de construção poderão perder entre 50 mil e 60 mil trabalhadores até Setembro, disse esta segunda-feira à Lusa o presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP).
5 de Março de 2012 às 18:29

As empresas de construção poderão perder entre 50 mil e 60 mil trabalhadores até Setembro, disse esta segunda-feira à Lusa o presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP).

Este número faz parte de um cenário que várias associações do sector da construção vão apresentar na terça-feira aos deputados da comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas.

"O sector tem uma conjugação de três enormes problemas: dívidas em atraso que não são pagas pelo Estado, restrições e dificuldades no acesso ao crédito e ausência de mercado de trabalho. A conjugação destes três factores coloca-nos numa situação de sangria completa das empresas", afirmou o presidente da FEPICOP, Ricardo Pedrosa Gomes.

O responsável disse que a única medida que poderá ter algum impacto imediato é o pagamento das dívidas do Estado.

Se nada for feito, a construção vai continuar a enfrentar "sucessivos pedidos de insolvência e continuação da perda de emprego no sector".

Ricardo Pedrosa Gomes estima que, só as empresas de construção, percam "entre 50 a 60 mil trabalhadores" até ao Verão, devido à conclusão das obras no âmbito do programa Parque Escolar e das parcerias-público privadas (PPP) nas concessões rodoviárias.

Além da FEPICOP, estarão na terça-feira, no Parlamento, representantes da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) e da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM).

De acordo com os últimos dados divulgados pela Coface, em 2011, as insolvências na construção afectaram um total de 1 138 empresas, uma subida de 17,3 por cento em relação ao ano anterior.

O emprego no sector da construção "atingiu no final do ano transacto o mínimo dos últimos 14 anos": 418 mil trabalhadores.

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