Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
1

CONSUMIDORES PROCURAM PINTOS PARA CRIAR EM CASA

A procura de pintos vivos para criar em casa tem registado um significativo aumento nos últimos dias. O facto é que, na sequência da detecção de nitrofurano em 43 explorações avícolas do País, os consumidores estão a optar por criar em casa os seus frangos, evitando assim contrair doenças.
12 de Março de 2003 às 00:00
Ao sábado, o dia mais concorrido no mercado de Braga, cada galinheira chega a vender duas a três centenas de pintos, cerca do dobro do que vendia antes de terem vindo a público os resultados das investigações do Ministério da Agricultura.

Por seu turno, e contrariamente à venda de frangos brancos, nascidos e criados em aviário, que registou uma descida para menos de metade, a venda de galos castanhos e vermelhos, os ditos 'frangos do campo', também sofreu um acréscimo, a par da procura por coelhos domésticos.

Porém, para já, mau grado esta corrida à 'carne saudável', os preços estão a manter-se estáveis e ainda não sofreram grandes aumentos. “Estamos a pedir 7,50 euros por cada meia dúzia de pintos, ou seja, cerca de 1,25 euros por pinto", disse ao CM Rosa Maria, uma das galinheiras mais antigas da praça de Braga. Já um bom galo caseiro atinge cerca de 15 euros, ao passo que o quilo do coelho ronda os 2,50 euros.

"No que diz respeito aos galos e pintos, as pessoas procuram sempre os de cor, que são mais caseiros…", refere Alexandrina Barros, que há mais de trinta anos cria frangos e coelhos para vender, sublinhando que "o freguês pergunta sempre se os pintos nasceram em casa ou foram comprados no aviário para vender".
Comprar os pintainhos no aviário para vender na praça é, na verdade, uma prática comum e há mesmo quem defenda que a fiscalização devia actuar com mais rigor. Outros, porém, defendem que é tudo uma questão de alimentação.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)