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Correio da Manhã

Economia
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CONSUMO DE FRANGOS ESTABILIZA APÓS QUEBRA DE 60%

Um mês depois do início da crise no sector das aves, as quebras na produção atingem os 90 por cento mas o consumo mantém-se estabilizado, apesar da descida inicial.
26 de Março de 2003 às 09:50
CONSUMO DE FRANGOS ESTABILIZA APÓS QUEBRA DE 60%
CONSUMO DE FRANGOS ESTABILIZA APÓS QUEBRA DE 60%
A quebra na produção e as dificuldades em encontrar uma solução para a crise levaram já o presidente da associação mais representativa do sector (ANCAVE), Fernando Correia, a abandonar o cargo.
A crise começou quando o Ministério da Agricultura anunciou, a 26 de Fevereiro último, a detecção de nitrofuranos, uma substância cancerígena proibida, em 47 aviários, acabando por as contra-análises confirmar a presença deste produto em 23 explorações.
Vinte e quatro horas depois deste anúncio, o consumo de carne de frango, peru e codorniz desceu 60 por cento. Antes da crise, a produção de frangos de aviário em Portugal rondava os cerca de cinco milhões por semana e cada habitante consome, em média semanal, meio quilo deste tipo de carne.
Actualmente, o consumo estabilizou e, em média, a quebra não foi além dos 60 por cento, de acordo com dados fornecidos à Lusa pela Federação de Comerciantes de Carne.
Para substituir as carnes brancas, os consumidores esqueceram o medo da "doença das vacas loucas" e começaram a comprar mais carne bovina. O Ministério da Agricultura continua a não divulgar as marcas sob as quais são comercializadas as aves das mais de 40 explorações onde foi encontrado nitrofurano, mas garante que todos os produtos vindos dessas aviculturas estão a ser retirados do mercado.
A fiscalização foi também intensificada e alargada a produções de porcos, coelhos e peixes e às rações animais. Outro dos objectivos do Ministério da Agricultura foi acelerar o resultado das análises para pesquisar nitrofuranos, contratando três laboratórios europeus (em França, Alemanha e Holanda).
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