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Correio da Manhã

Economia
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Contas suspeitas

Cálculo do custo em estudos com estradas que nunca saíram do papel pode estar errado.
António Sérgio Azenha 28 de Março de 2015 às 06:00
Autoestrada transmontana foi lançada no governo de Sócrates
Autoestrada transmontana foi lançada no governo de Sócrates FOTO: Alexandre Azevedo
A despesa em estudos com estradas que nunca saíram do papel – que ascendeu a 19,1 milhões de euros nos governos de Sócrates, segundo o Governo – inclui encargos com obras da responsabilidade do Executivo de Durão Barroso. O IC3-Chamusca/Almeirim, que é referido no Plano de Atividades da Estradas de Portugal (EP) de 2004, é um exemplo.

O plano da EP refere que o custo desse projeto supera 1,1 milhões €. A este propósito, fonte governamental frisa que "o contrato data de 10 de outubro de 2003 e que, após uma série de avanços e recuos de 2005 a 2011, foi aprovado o estudo prévio em junho de 2011. Depois desta data o contrato foi suspenso, não sendo dada continuidade à fase de projeto de execução, dado que não existia a perspetiva de construção desta infraestrutura associada ao futuro aeroporto.

Paulo Campos, ex-secretário de Estado das obras Públicas, diz que, em 10 estudos, "quatro (IC3, IC6, IP2 e IP8) são da responsabilidade do governo de Durão Barroso." E sublinha que há estudos do governo Sócrates que pertencem a estradas construídas, como a autoestrada transmontana.
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