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Correio da Manhã

Economia
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Crédito ao consumo mais do que duplicou

O crescimento do crédito concedido por instituições financeiras a particulares para a compra de bens de consumo e outros fins, em Portugal, mais do que duplicou de Dezembro de 2005 até Novembro do ano passado.
20 de Janeiro de 2007 às 00:00
Crédito ao consumo mais do que duplicou
Crédito ao consumo mais do que duplicou FOTO: D.R.
Segundo o relatório divulgado ontem pelo Banco de Portugal, referente aos indicadores de conjuntura, a evolução da percentagem de empréstimos a particulares para consumo e outros fins foi de 4,5 em Dezembro de 2005. Em Novembro último registou-se a percentagem de 10,4. Ou seja: aumento de 131 por cento.
Das variações das percentagens reveladas pela instituição governada por Vítor Constâncio conclui-se que o crédito ao consumo disparou em 2006. No último Natal houve um recorde de consumo. Através da rede multibanco foram movimentados quase quatro mil milhões de euros, mais 192 milhões de euros do que em Dezembro de 2005.
Conforme os dados da SIBS – Sociedade Interbancária de Serviços – de 17 a 23 de Dezembro de 2006 os levantamentos de dinheiro através do multibanco totalizaram cerca de 590 milhões de euros; as compras pagas de forma automática mais de 768 milhões de euros.
Em Outubro último o total do crédito ao consumo declarado ao Banco de Portugal era de 11,114 mil milhões de euros. Comparando com Janeiro do ano passado, em que o mencionado crédito somava 9,353 mil milhões de euros, o aumento foi de 18,8 por cento.
Quanto ao crédito malparado ou de cobrança duvidosa totalizava 467 milhões de euros em Outubro de 2006, mais 54,1 por cento do que em Janeiro do referido ano.
Recorde-se que Vítor Constâncio tem alertado para o excessivo endividamento das famílias portuguesas, que actualmente deve estar perto de 120 por cento do rendimento disponível. Com o aumento das taxas de juro euribor em todos os prazos, as prestações do crédito à habitação têm vindo a subir desde Janeiro de 2006.
MELHORIA DA ACTIVIDADE
O indicador da actividade económica do nosso país, calculado pelo Banco de Portugal, melhorou de Dezembro de 2005 até ao mês passado.
Segundo a instituição governada por Vítor Constâncio, houve “uma ligeira melhoria do consumo privado em Dezembro de 2006”. O mesmo aconteceu no que diz respeito à confiança dos consumidores e dos industriais de transformação no último trimestre de 2006.
O Banco de Portugal, no relatório publicado ontem sobre os indicadores de conjuntura, cita um inquérito da Comissão Europeia de acordo com o qual “o índice de produção da indústria transformadora registou um crescimento de 2,6 por cento” em Setembro, Outubro e Novembro de 2006, comparando com os mesmos meses de 2005. No mesmo período, o volume de negócios da indústria transformadora cresceu 7,3 por cento.
APONTAMENTOS
CONSTRUÇÃO
O sector da construção mantém-se em quebra no nosso país. No último trimestre de 2006 registou-se mais uma quebra do indicador de confiança dos empresários. As vendas de cimento diminuíram 6,9 por cento, comparando com Outubro, Novembro e Dezembro de 2005.
AUTOMÓVEIS
As vendas de veículos ligeiros de passageiros, incluindo os todo-o-terreno, baixaram 7,1 por cento no último trimestre de 2006, comparando com o mesmo período de 2005.
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