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Correio da Manhã

Economia
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Crédito e débito directos na conta

O ministro das Finanças anunciou ontem créditos e débitos estatais directamente em contas bancárias no primeiro semestre do próximo ano.
20 de Julho de 2006 às 00:00
A revelação de Fernando Teixeira dos Santos foi feita durante a apresentação do Prodigi – Programa de Digitalização dos Pagamentos, uma iniciativa da SIBS – Sociedade Interbancária de Serviços.
Conforme explicou o titular da pasta das Finanças, a medida é para a regularização de débitos e créditos entre o Estado e entidades dos sectores público e privado, não se limitando aos pagamentos e recebimentos de impostos.
Segundo Fernando Teixeira dos Santos, a digitalização de créditos e débitos permitirá, de modo gradual, reduzir a utilização de cheques e é uma das “iniciativas do Ministério das Finanças e da Administração Pública para simplificar processos e procedimentos no domínio financeiro”. E haverá “redução de custos, simplificação de processos, maior eficiência e racionalidade”.
Ao apresentar o Prodigi, o presidente da SIBS, Vítor Bento, afirmou que o objectivo é reduzir em 50 por cento o peso dos cheques e em 20 por cento o peso do dinheiro nos pagamentos efectuados pelo Estado, cidadãos e empresas nos próximos três anos. Assim, “Portugal será um dos países mais automatizados da Europa através da promoção de pagamentos electrónicos”.
Interveio também João Salgueiro, presidente da Associação Portuguesa de Bancos, que defendeu a necessidade de o “Governo criar instrumentos legais adequados e não utilizar meios obsoletos, como ainda se verificam”. Acrescentou que é “prematuro” falar em reduzir cheques, pois há que “criar vantagens e não proibições”.
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