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Correio da Manhã

Economia
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CRESCIMENTO AMEAÇADO

Para o nosso país conseguir cumprir os objectivos a que se propôs, ao transpor a directiva comunitária de comércio e de licenças de emissão de gases de estufa, nomeadamente no que respeita aos limites de emissão de dióxido de carbono, seria necessária uma estagnação económica.
23 de Dezembro de 2003 às 00:00
Esta foi uma das conclusões de um estudo realizado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), que ontem entregou ao secretário de Estado adjunto da ministro da Economia suas propostas para tornar o processo de redução das emissões de gases o menos negativa possível.
Refira-se que, de acordo com o documento na elaboração do qual participou a consultora The Boston Consulting Group, para reduzirem as emissões os sectores da abrangidos pala directiva teriam de “limitar a sua produção”, daí resultando uma redução do valor acrescentado bruto em 56 milhões de euros por ano, a redução de 3,5 mil postos de trabalho e a redução de receitas fiscais em 370 milhões de euros por ano.
Assim, a CIP propõe a atribuição gratuita de licenças necessárias para cobrir as emissões previstas, o desenvolvimento e incentivo de medidas de redução e o recurso aos mecanismos de flexibilidade com vista à aquisição de créditos ou licenças de emissão suficientes para cobrir o défice que está previsto.
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