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Correio da Manhã

Economia
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Crise atingiu "severamente" Portugal

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou este sábado que a recessão técnica da economia portuguesa se deve à "crise financeira internacional, que nos atingiu severamente".
14 de Fevereiro de 2009 às 16:28
Sócrates justifica recessão com crise internacional
Sócrates justifica recessão com crise internacional FOTO: Sérgio Lemos

'Portugal está a sofrer o impacto da crise financeira internacional, que nos atingiu severamente no quarto trimestre de 2008, como atingiu toda a Europa', afirmou o Chefe de Governo a propósito dos dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o gabinete de estatísticas, a economia portuguesa recuou 2,0 por cento no quarto trimestre de 2008, face aos três meses anteriores, completando dois trimestres em queda e terminando o ano em recessão.

Para Sócrates, o momento 'exige que os governos respondam com acção'. No entanto, depois de ontem o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, ter defendido que as medidas que o Governo tem em curso em defesa do emprego têm de ser usadas com 'mais intensidade', o primeiro-ministro rejeitou uma revisão das decisões.

'O mais importante é aplicar as medidas que decidimos. É o que estamos exactamente a fazer. Aprovámos as últimas medidas contra a crise a 13 de Dezembro e estamos a aplicá-las', disse, sublinhando que 'estas medidas são as mais adequadas'.

PS QUER COOPERAÇÃO COM INDEPENDENTES

As declarações de José Sócrates foram proferidas depois de ter votado, na secção da Covilhã, nas eleições para o Congresso socialista.

Para o também secretário-geral, o PS é 'um partido que quer cooperar com independentes, que deseja atrair à cooperação consigo os melhores da sociedade e que quer lançar depois do congresso o movimento Novas Fronteiras que esteve na base do programa eleitoral de 2005'.

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