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Correio da Manhã

Economia
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Crise força mais saídas da Banca

Sindicatos temem o impacto que a ausência de actividade económica no País possa ter sobre o futuro profissional dos funcionários do sector
7 de Julho de 2012 às 01:00
O Banif, com um universo de quatro mil funcionários, está a negociar a saída de 280 trabalhadores
O Banif, com um universo de quatro mil funcionários, está a negociar a saída de 280 trabalhadores FOTO: Vítor Mota

Os bancos não conseguiram escapar à crise. Depois dos despedimentos no BPN e no antigo Finibanco, é a vez do Banif ver cerca de trezentos trabalhadores correrem o risco de ficar sem emprego.

"Isto começa a ser muito complicado", desabafa Vitorino Ribeiro, do Sindicato dos Bancários do Norte, acrescentando que as expectativas em relação ao futuro destes profissionais "são muito más". "A Banca está com prejuízo e a única solução que arranjam é reduzir os quadros", adiantou o responsável ao CM.

Rui Riso, do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), explicou ao CM que o Banif, com um total de 4 mil funcionários, está a chamar 280 trabalhadores para lhes propor rescisões amigáveis. "Alguns trabalhadores estão a aceitar as propostas, mas outros não concordam". E como são decisões "individuais, o sindicato não interfere".

No entanto, Rui Riso está preocupado com estas rescisões na Banca em tempo de crise. A sua maior preocupação "é a diminuição do número de bancários", uma vez que "não há actividade económica". O sindicalista prevê dificuldades no futuro, porque, lembra, sendo o sector bancário uma actividade dinâmica, a falta de profissionais vai atrasar a retoma.

Riso lembrou ainda que o Barclays, com um universo de 2300 funcionários, dispensou cerca de 220 bancários e a Credibom pretende reduzir 20.

O Banif já tinha tornado pública a intenção de encerrar 40 balcões da rede de atendimento em dois anos.

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