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Correio da Manhã

Economia

Crise obriga a cortar em tudo menos alimentação

As vendas no retalho não alimentar recuaram 8,6 por cento no primeiro trimestre, face a igual período de 2011, enquanto no segmento alimentar cresceram 0,2 por cento, segundo o barómetro da APED divulgado esta terça-feira.
26 de Junho de 2012 às 11:59
Só segmento alimentar regista aumento de vendas
Só segmento alimentar regista aumento de vendas FOTO: d.r.

De acordo com os dados da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), no primeiro trimestre, as vendas totais dos segmentos não alimentar e alimentar sofreram uma quebra de 3,7 por cento, para 4 554 milhões de euros.

No retalho alimentar, o volume de vendas ficou praticamente estagnado, ao apresentar uma variação de 0,2 por cento, para 2.640 milhões de euros.

No retalho não alimentar, o volume de vendas foi de 1.914 milhões de euros, valor que compara com os 2 093 milhões de euros nos primeiros três meses do ano passado, período anterior à aplicação das medidas de austeridade.

A APED está preocupada com a quebra nas vendas que explica com a pressão inflacionista que está a aumentar os preços da comida. Apesar deste segmento ter tido um ligeiro crescimento, em termos de volume de vendas, uma vez que os preços subiram até se pode ter vendido menos produtos alimentares.

No sector não-alimentar, os distribuidores têm tentado fazer promoções e descontos para escoar os produtos, sem sucesso.

Dentro deste segmento, o único mercado que registou crescimento foi o de medicamentos não sujeitos a receita médica, cujas vendas subiram 4,5 por cento.

O segmento entretenimento + papelaria foi o que teve maior quebra, ao recuar 24 por cento, seguido de bens de equipamento, que caiu 15,3 por cento, e do vestuário, com menos 10,6 por cento de volume de vendas do que no trimestre homólogo.

Já os combustíveis recuaram 3,1 por cento.

Segundo a APED, no mercado de combustíveis para particulares, as empresas de distribuição alimentar em termos agregados detêm um peso superior (31,6 por cento) do que a empresa líder de mercado Galp, que tem uma quota de 30,5 por cento.

APED Alimentação Consumo
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