Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
8

Crise pode ser uma oportunidade para repensar prioridades

A actual crise económica pode ser boa para “repensar” as prioridades das famílias. A ideia foi defendida no primeiro painel do Fórum ‘Poupança, Pensões e Reformas’ promovido esta manhã pelo Correio da Manhã.
14 de Dezembro de 2011 às 14:26
O secretário-geral da DECO, Jorge Morgado, participou na conferência CM
O secretário-geral da DECO, Jorge Morgado, participou na conferência CM FOTO: d.r.

Em análise esteve a ‘Poupança e Economia Social, que contou com as participações de Ana Cid, da Associação de Famílias Numerosas, Jorge Morgado, da DECO, Margarida Madeira, do Projecto É Tempo, e Nuno Sequeira, da Quercus.

A primeira, que começou por afirmar que “as famílias numerosas sabem poupar”, através de muita “ginástica financeira”, preconizou como incentivo à poupança a revisão das “penalizações em matéria de IRS e de IMI”, considerando que, por exemplo, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) “não contempla a composição do agregado familiar”, o que inibe o esforço de poupança.

Jorge Morgado, pela DECO, denunciou situações de sobreendividamento que chegam à Associação de Defesa do Consumidor – por exemplo, 11 % dos que à DECO recorrem têm entre 8 a 10 créditos – e considerou que “as instituições financeiras são cúmplices do sobreendividamento”. Segundo Jorge Morgado, a maior parte das pessoas que se endivida têm salários “acima dos 1200 euros”.

Considerando que é necessário poupar mais, Jorge Morgado defendeu a importância da prevenção (de riscos) e a planificação do esforço de poupança. “O objectivo é ter os nossos filhos mais preparados para a premência de poupar”, disse.

Afinando pelo diapasão da necessidade de poupar, Margarida Madeira, consultora financeira do Projecto É Tempo, defendeu que se deve começar por ensinar os mais novos a fazê-lo, tal como aconteceu com a reciclagem. A consultora sugeriu ainda que o esforço de gestão deve ser orientado por objectivos: gastar, poupar, dar, e guardar.

Por seu lado, o representante da Quercus, Nuno Sequeira, defendeu a responsabilização do acto de consumir, “à medida das necessidades” de modo a tornar as pessoas mais exigentes.

Uma das críticas, unânime, foi feita às editoras de livros escolares, cuja “pressão” impede uma reutilização dos mesmos por outros. Uma “contradição” já que se ensina as crianças a reciclar outros produtos. “Tem de haver uma política mais forte para a reutilização dos livros escolares”, defendeu o representante da Quercus.

Poupança Famílias DECO Austeridade CM Reformas
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)