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Correio da Manhã

Economia
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Crise sem decisões

Afastada a necessidade de um resgate imediato a Portugal, os ministros das Finanças dos Estados da moeda única reuniram-se ontem, em Bruxelas, para falar da crise, mas sem perspectivas de que fosse tomada qualquer decisão, nomeadamente quanto a um eventual reforço do Fundo Europeu de Resgate.
18 de Janeiro de 2011 às 00:30
Teixeira dos Santos, Juncker e Trichet, ontem em Bruxelas
Teixeira dos Santos, Juncker e Trichet, ontem em Bruxelas FOTO: Francois Lenoir/Reuters

Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, afastou qualquer possibilidade de serem tomadas medidas adicionais para responder à crise, mesmo antes de entrar para a reunião.

"Vamos começar a discutir uma resposta palpável à crise (...), mas tal não conduzirá a qualquer decisão hoje", sublinhou, ontem, Juncker, depois de o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, ter sustentado que "neste momento, não há qualquer necessidade urgente de tomar uma decisão". Schäuble acusou, ainda, Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, de ter "complicado a situação" ao apelar ao aumento das verbas do Fundo Europeu de Resgate.

As acusações do ministro alemão levaram a Comissão Europeia a esclarecer que Durão Barroso defendeu um "reforço da capacidade de financiamento efectiva" do fundo e não um aumento do seu montante. O Fundo Europeu de Resgate tem actualmente um montante de 750 milhões de euros.

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