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Correio da Manhã

Economia
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CTT dá prémios de dois milhões

A administração dos CTT presidida por Carlos Horta e Costa atribuiu, em 2004 e 2005, prémios e incentivos no valor de 1 970 857 euros e 1 833 757 euros, respectivamente. Isto quando, em 2003, o valor total desses prémios tinha ficado pelos 60 454 euros.
10 de Julho de 2009 às 00:30
Ex-presidente do conselho de administração dos CTT é suspeito de vários crimes económicos
Ex-presidente do conselho de administração dos CTT é suspeito de vários crimes económicos FOTO: Sérgio Lemos

Segundo o CM apurou, num dos casos investigados pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, o valor do prémio entregue a um alto quadro dos CTT em 2003 (processado em 2004) ascendeu aos 47 923 euros, montante que ultrapassa o valor autorizado pela tutela para os administradores.

Ao mesmo tempo, sabe o CM, os despachos de atribuição destes prémios – que os restantes elementos do Conselho de Administração (CA) dos CTT afirmam ser decididos por Horta e Costa – nunca foram fundamentados, nem baseados na avaliação de desempenho.

Ao mesmo tempo, no período em que Horta e Costa presidiu o CA dos CTT foram admitidos 57 quadros superiores, a maior parte dos quais contra as disposições do Acordo de Empresa em vigor. Por exemplo, muitos dos nomeados para cargos de direcção de primeira linha – que respondiam directamente à Administração – ou de responsabilidade intermédia não celebraram o indispensável acordo escrito de comissão de serviço.

Aliás, alguns dos quadros admitidos tinham apenas o 12º ano de escolaridade e não foi encontrada qualquer prova de formação profissional para o exercício das funções atribuídas. A investigação da PJ mostrou ainda que, no que diz respeito aos quadros que já estavam nos CTT, foram verificados aumentos de vencimentos na ordem dos dois mil euros mensais.

MILHÃO DE EUROS BRANQUEADO

Segundo o CM apurou, a tentativa de localizar o destino dado ao milhão de euros em notas, levantado a 20 de Março de 2003, na Agência do BCP da Batalha – dia da escritura do ‘prédio de Coimbra’ – conduziu os investigadores à sede do BPN e da Fincor, em Lisboa. Nas buscas foram apreendidos elementos bancários suspeitos que indiciam branqueamento desse montante através do BPN, Banco EFISA, BPN Cayman e Banco Insular.

PORMENORES

OFFSHORES SUSPEITAS

A resposta do BPN aos investigadores dissipou algumas das suspeitas iniciais sobre o branqueamento de um milhão de euros através daquele banco. No entanto, mantêm-se as dúvidas sobre cinco offshores titulares das contas, nas quais o dinheiro foi movimentado.

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