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Correio da Manhã

Economia
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CTT “mais eficientes” e “modernos”

O antigo presidente dos CTT afirmou esta terça-feira, no tribunal de Coimbra, que a administração que ele integrou, entre 2002 e 2005, preparou os correios para a liberalização do sector e para a privatização da empresa.
27 de Novembro de 2012 às 15:25
Carlos Horta e Costa está a ser julgado em Coimbra
Carlos Horta e Costa está a ser julgado em Coimbra FOTO: Ricardo Almeida

"Todo o nosso mandato foi para tornar os CTT mais eficientes" e para "os modernizar", sustentou Carlos Horta e Costa, na sequência de questões levantadas pelo juiz que preside ao colectivo do julgamento, que teve início na segunda-feira e que envolve o ex-presidente dos CTT, além de outros dez outros arguidos.

"Lançámos vários serviços" e "os resultados estão à vista", acrescentou, sublinhando que "o resultado líquido" dos CTT passou, desde então, "a ser uma constante".

Os CTT foram "qualificados, pelos diversos rácios, como dos melhores", entre os operadores do sector da Europa, "o que mostra o trabalho que fizemos", salientou Carlos Horta e Costa no seu depoimento, concluindo que hoje a empresa "está bem preparada para a liberalização" do sector e para a privatização.

Carlos Horta e Costa está a ser julgado no âmbito de um processo que implica um total de 11 arguidos, envolvendo, em particular, a venda de dois imóveis dos correios - um em Coimbra, outro em Lisboa -, e da qual resultou, segundo o Ministério Público (MP), um prejuízo superior a 13 milhões de euros para os CTT.

O antigo gestor dos CTT está pronunciado por seis crimes de participação económica em negócio e um crime de administração danosa.


Manuel Carrasqueira Batista e Paulo Jorge Silveira são também arguidos e integravam igualmente o conselho de administração dos CTT, presidido por Carlos Horta e Costa, entre 2002 e 2005, altura em que ocorreram as vendas dos dois imóveis e em que foram tomadas outras decisões que terão, igualmente, de acordo com a acusação, lesado a empresa.

Durante a manhã de hoje, Carlos Horta e Costa continuou a ser ouvido pelo juiz presidente do colectivo, Manuel Figueiredo, e começou, ao final da manhã, a ser questionado pela procuradora do MP, Ângela Bronze.

O julgamento prossegue durante a tarde de hoje.

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