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Correio da Manhã

Economia
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Cultivo de cereais em mínimos históricos

As áreas cultivadas com cereais de Outono-Inverno atingiram um mínimo histórico no final de Janeiro, na sequência dos baixos preços pagos aos produtores e do tempo seco que está também a afectar as pastagens, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

17 de Fevereiro de 2012 às 12:41
A ausência prolongada de chuva e o acentuado arrefecimento nocturno prejudicam a agricultura e as pastagens
A ausência prolongada de chuva e o acentuado arrefecimento nocturno prejudicam a agricultura e as pastagens FOTO: D.R.

As previsões agrícolas do INE indicam que a ausência prolongada de chuva e o acentuado arrefecimento nocturno têm prejudicado o desenvolvimento dos prados, pastagens e culturas forrageiros, que já não garantem integralmente a alimentação do gado.

"Observa-se, assim, um aumento gradual do consumo de palhas, fenos, silagens e rações industriais", adianta o documento.

Quanto aos cereais de Outono-Inverno "desenvolveram-se normalmente até ao aparecimento das primeiras geadas", mas a continuação do tempo seco está a preocupar os produtores.

"O período óptimo, em termos de teores de humidade do solo, para preparar os terrenos e semear estas culturas foi, este agrícola, bastante curto", segundo o INE.

Alguns produtores optaram, por isso, por não semear ou não concluir as sementeiras entretanto iniciadas, factor que, aliado aos baixos preços pagos à produção, contribuiu para a diminuição das áreas cultivadas de cereais praganosos face a 2011 (menos dez por cento na cevada e menos cinco por cento nos trigos e triticale).

No final do mês de Janeiro, a percentagem de água no solo, em relação à capacidade de água utilizável, era inferior a 70 por cento em quase todo o território, ficando abaixo dos 60 por cento a sul da bacia do Tejo, muito inferior ao normal para a época.

Agricultura Cereais Prejuízo INE Instituto Nacional de Estatística
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