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Correio da Manhã

Economia
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DECO: Boicote com "grande aceitação"

A DECO considerou ao início da tarde deste sábado que o boicote às bombas de gasolina está a ter uma “grande aceitação”, apesar de não ter como obter dados quantitativos. Uma informação desmentida pela ANAREC, segundo a qual a acção está a ter uma expressão “quase nula”.
27 de Setembro de 2008 às 14:09
DECO: Boicote com 'grande aceitação'
DECO: Boicote com 'grande aceitação' FOTO: D.R.

Segundo o secretário-geral da Associação de Consumidores, Jorge Morgado, as informações que têm recebido dos meios dos órgãos de comunicação social, em particular das rádio locais, dão conta de que o protesto “está a ter uma grande aceitação”, o que leva o responsável a acreditar nos resultados da acção.

Jorge Morgado admitiu que há pessoas a abastecer, mas que a DECO sente “que está criada a oportunidade para os consumidores protestarem”.

O responsável mostrou-se ainda satisfeito com algumas das metas que esta jornada já alcançou, como o facto de as petrolíferas terem baixado os preços dos combustíveis e a exigência, por parte da Assembleia da República, da presença do presidente da Autoridade da Concorrência no Parlamento.

Jorge Morgado deixou ainda a promessa de que a DECO “vai continuar a acompanhar o assunto” e acredita que vão registar-se evoluções.

Por sua vez, a Associação Nacional dos Revendedores de Combustível (ANAREC) disse que o protesto está a ter uma “expressão quase nula”.

O presidente da associação, Augusto Cymbron,  indicou ter contactado diversos revendedores associados de todos o País, que lhe transmitiram que os postos de venda de combustível estão a ter um movimento “normal”.

Apenas dois revendedores associados à ANTRAM (dos transportes de mercadorias), com postos em Aveiro, admitem um movimento “mais fraco”, indicou Augusto Cymbron, que apontou para uma adesão ao boicote na ordem dos cinco por cento.

O presidente da ANAREC aproveitou ainda a ocasião para sublinhar a necessidade de o Governo baixar o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), explicando tratar-se da única forma de impedir os portugueses de irem abastecer a Espanha.

Recorde-se que, no primeiro semestre deste ano, a quebra no consumo  de combustíveis fez com que  Estado encaixasse menos 397 milhões de euros em receitas provenientes do ISP.

 

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