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Correio da Manhã

Economia
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Défice de 132 milhões na Segurança Social

Situação melhorou, mas pressão dos encargos com pensões obriga a transferências do OE.
Diana Ramos 11 de Abril de 2017 às 01:30
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Défice de 132 milhões na Segurança Social
As contas da Segurança Social continuam deficitárias. Apesar das melhorias registadas nos últimos anos, as necessidades de financiamento para suportar encargos com as pensões ascenderam a 132,3 milhões de euros até junho de 2016. Os números constam no relatório de acompanhamento da execução orçamental da Segurança Social, uma análise realizada pelo Tribunal de Contas.

O documento mostra que o saldo da execução efetiva da Segurança Social fechou o primeiro semestre de 2016 nos 1228 milhões de euros, "o qual já acomoda o efeito da transferência extraordinária proveniente do Orçamento do Estado (OE) consignada ao financiamento do défice do sistema previdencial", uma injeção que totalizou 385,9 milhões.

As necessidades de financiamento do sistema de pensões passaram de 508,9 milhões, em 2012, para 132,3 milhões no primeiro semestre do ano passado. O número mais elevado foi registado em 2013 – 1055 milhões –, sendo que em 2015 o buraco cifrou-se em 817,9 milhões.

No que toca às despesas da Segurança Social, as prestações sociais assumem o maior encargo: 93% dos custos. A despesa com pensões e complementos totalizou, até junho de 2016, 7458 milhões de euros, mais 2,7% do que no período homólogo. Desta fatia, 73% paga as pensões de velhice.
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