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Correio da Manhã

Economia

Ministro da economia de Passos diz que desemprego em Portugal "vai descer ainda mais"

Álvaro Santos Pereira, agora economista chefe da OCDE, prevê valores abaixo dos 7% em 2019.
Lusa 30 de Maio de 2018 às 13:02
Álvaro Santos Pereira
Álvaro Santos Pereira
ÁLVARO SANTOS PEREIRA, PAULO PORTAS, SUBMARINOS, DEFESA,
Álvaro Santos Pereira
Álvaro Santos Pereira
ÁLVARO SANTOS PEREIRA, PAULO PORTAS, SUBMARINOS, DEFESA,
Álvaro Santos Pereira
Álvaro Santos Pereira
ÁLVARO SANTOS PEREIRA, PAULO PORTAS, SUBMARINOS, DEFESA,

O economista-chefe em exercício da OCDE, Álvaro Santos Pereira, disse esta quarta-feira que "o desemprego vai descer ainda mais", em reação à descida da taxa de desemprego para o valor mais baixo dos últimos 14 anos em Portugal.

Álvaro Santos Pereira, que coordenou o relatório com as previsões económicas mundiais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado esta quarta-feira em Paris, sublinhou que a OCDE já prevê que a taxa de desemprego continue "a baixar já para níveis abaixo de 7% em 2019".

"O desemprego vai descer ainda mais. Estamos a falar em taxas já abaixo de 7% para o próximo ano. Portanto, nós continuamos a pensar que se vai continuar a criar emprego e a baixar o desemprego. Não me admira o que se passa, só é prova de que a reforma laboral está a fazer o que devia ter feito que é ajudar a criar emprego na economia. É um número recorde e esperamos que continue assim", afirmou o ex-ministro da Economia do anterior governo PSD/CDS-PP.

A taxa de desemprego desceu para 7,5% em março, atingindo o valor mais baixo desde abril de 2004, segundo uma revisão em alta divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE reviu em alta a taxa de desemprego de março em 0,1 percentuais, face à estimativa provisória divulgada há um mês (que era de 7,4%).

"A taxa de desemprego de março de 2018 situou-se em 7,5%, menos 0,1 pontos percentuais que no mês anterior, menos 0,4 pontos percentuais em relação a três meses antes e menos 2,2 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2017", afirma hoje o INE.

É necessário recuar até abril de 2004 para encontrar uma taxa de desemprego inferior à registada no mês de março, refere.

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