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Correio da Manhã

Economia
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Desemprego: Governo mantém previsão de 16% em 2012

O secretário de Estado do Emprego considerou que os números divulgados esta segunda-feira, que apontam para uma taxa de 15,9% de desemprego em Portugal, em agosto, "são preocupantes", mas afirmou que a previsão de 16% no final do ano mantém-se.
1 de Outubro de 2012 às 17:05
"É a meta que o Governo anunciou, é a meta que consideramos para o resto do ano de 2012 e estamos a tomar as medidas necessárias para que, tanto agora, como num futuro próximo, o desemprego possa baixar", reiterou Pedro Martins
'É a meta que o Governo anunciou, é a meta que consideramos para o resto do ano de 2012 e estamos a tomar as medidas necessárias para que, tanto agora, como num futuro próximo, o desemprego possa baixar', reiterou Pedro Martins FOTO: Bruno Simão/Cofina Media

"Os números do desemprego são muito preocupantes, mas o Governo mantém a previsão de 16 por cento", disse o secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, comentando os números hoje divulgados pelo organismo oficial de estatísticas da União Europeia - Eurostat, à margem de uma cerimónia no Instituto do Emprego e Formação Profissional, em Lisboa.

De acordo com esses dados, Portugal tem a terceira maior taxa de desemprego, só superada pela Grécia e pela Espanha, tendo atingido os 15,9% em agosto.

Confrontado com os números conhecidos esta manhã, que estão a apenas uma décima da meta estabelecida para a taxa de desemprego para este ano - 16 por cento -, o secretário de Estado considerou, contudo, tratar-se de "uma meta realista".

"É a meta que o Governo anunciou, é a meta que consideramos para o resto do ano de 2012 e estamos a tomar as medidas necessárias para que, tanto agora, como num futuro próximo, o desemprego possa baixar", reiterou Pedro Martins.

E reconheceu: "Obviamente, são números muito elevados que merecem a maior preocupação, sabemos que a evolução do desemprego tem sido muito negativa, isto resulta do ajustamento que está a ter lugar na economia portuguesa, mas as reformas estruturais estão em curso."

Ressalvando a necessidade de apostar na formação "em áreas com maior procura no mercado de trabalho", Pedro Martins manifestou-se convicto que Portugal "irá conseguir reduzir as taxas de desemprego, nomeadamente, através do investimento em formação profissional".

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