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Correio da Manhã

Economia
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Desequilíbrios económicos na Zona Euro "estão a inverter-se"

Os desequilíbrios macroeconómicos anteriores à crise entre os parceiros da moeda única "estão a inverter-se, e os défices das respectivas balanças de pagamentos têm recuado sistematicamente", sublinhou esta segunda-feira o Ministério das Finanças alemão.

22 de Outubro de 2012 às 12:03
Peritos do ministro Wolfgang Schaeuble (na foto) advertem para os riscos de uma desaceleração no quarto trimestre deste ano
Peritos do ministro Wolfgang Schaeuble (na foto) advertem para os riscos de uma desaceleração no quarto trimestre deste ano FOTO: EPA

Em editorial publicado no relatório mensal do ministério, o secretário de Estado das Finanças, Thomas Steffen, acrescentou que os sucessos que foram alcançados pelos países mais vulneráveis da moeda única "reforçam a ideia" de prosseguir o caminho traçado.

"Embora ainda haja muito a percorrer para superar a crise da dívida, seria desastroso mudar agora de direcção, porque os défices orçamentais voltariam a subir, e a confiança, que tem aumentado lentamente, estaria de novo em risco", referiu ainda o membro do governo alemão.

O relatório revela ainda que a receita de impostos na Alemanha cresceu 4,2% em Setembro, em comparação com o mês anterior, graças ao maior crescimento económico.

Os peritos do ministro Wolfgang Schaeuble advertem, simultaneamente, para os riscos de uma desaceleração no quarto trimestre deste ano.

"No terceiro trimestre deverá haver também um aumento da actividade económica, mas no último trimestre do ano deverá registar-se um claro arrefecimento da conjuntura", afirma-se no documento.

Na semana passada, o governo federal corrigiu em baixa a sua previsão económica para 2013, de 1,6 para um por cento, e também para 2012, de 0,9 para 0,8 por cento, dizendo esperar que a economia mundial se restabeleça no próximo ano, e que a Alemanha beneficie desta dinâmica.

O ministério refere ainda que há sinais de que a crise da dívida soberana na Zona Euro tem travado o crescimento na Alemanha, apesar de a maior economia europeia "continuar melhor" do que a de outros países da moeda única.

Assim, em Outubro, a confiança dos investidores, medida pelo índice ZEW, subiu pelo segundo mês consecutivo, suportada pela decisão do Banco Central Europeu de aprovar um programa de compra de dívida pública dos países mais vulneráveis, pode ler-se no documento.

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