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Correio da Manhã

Economia
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Dilma quer pressão conjunta sobre ricos no G20

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, defendeu nesta sexta-feira em Ancara, na Turquia, que este país e o Brasil façam uma pressão conjunta sobre os países ricos para que eles encontrem soluções rápidas e eficazes para a crise financeira internacional.
7 de Outubro de 2011 às 18:55
Dilma também criticou a política monetária excessivamente expansionista adoptada por alguns países ricos como forma de enfrentarem a crise
Dilma também criticou a política monetária excessivamente expansionista adoptada por alguns países ricos como forma de enfrentarem a crise FOTO: EPA

Dilma advogou que os dois países aproveitem a próxima reunião do G-20, grupo dos 20 países mais desenvolvidos do mundo, que decorrerá em Cannes, na França, para fazerem essa pressão mais directa e intensamente. 

Na cimeira de Cannes, Brasil e Turquia devem pressionar por resultados concretos que superem a imobilidade política das lideranças", declarou Rousseff depois de um encontro com mais de 1200 empresários brasileiros e turcos, acrescentando: “A Turquia e o Brasil podem, sem sombra de dúvidas, contribuir no G20, por exemplo, para prosseguimento da reforma das instituições económicas e financeiras internacionais, aumentando a participação dos nossos países em decisões que afectam directamente os nossos povos.”

Dilma também criticou a política monetária excessivamente expansionista adoptada por alguns países ricos como forma de enfrentarem a crise, o que acaba por afectar as economias dos países emergentes.

Para a presidente brasileira, Brasil e Turquia têm sabido resistir à crise adoptando medidas de fortalecimento dos seus mercados internos, de expansão dos investimentos e de coordenação de acções robustas macro-económicas, mas que a política monetária dos países mais ricos prejudica assim mesmo as moedas e as mercadorias dos dois países e de outros emergentes.

"Como países emergentes que somos, países que têm muita clareza sobre a importância do crescimento económico, somos também afectados pelas políticas de reacção dos países desenvolvidos à crise, notadamente a expansão monetária praticada por alguns bancos centrais que leva a uma espécie de guerra cambial que compromete o valor das nossas mercadorias", afirmou a chefe de Estado brasileira, que antes de visitar a Turquia esteve na Bélgica e na Bulgária.

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