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Correio da Manhã

Economia
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Directora do FMI alerta para ameaças à economia global

A economia mundial está a enfrentar cada vez mais riscos e as formas de lutar contra essas ameaças são cada vez menores, alertou neste sábado a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).
27 de Agosto de 2011 às 20:06
"Tenho confiança de que, com as acções correctas, será possível restaurar o crescimento forte, sustentável e equilibrado", acrescentou
'Tenho confiança de que, com as acções correctas, será possível restaurar o crescimento forte, sustentável e equilibrado', acrescentou FOTO: Reuters

Christine Lagarde afirmou que, apesar das opções serem cada vez mas reduzidas, "uma acção resoluta vai ajudar a dissipar as dúvidas", e que o caminho da recuperação económica, apesar de mais estreito, é ainda mais possível.   

"Em suma, os riscos para a economia global estão a aumentar, mas há ainda possibilidade de recuperação. As opções políticas são mais estreitas do que antes, mas há um caminho", afirmou a responsável, num discurso num encontro de presidentes e governadores de bancos centrais que decorre em Jackson Hole, no Estado do Wyoming, Estados Unidos.  

"Tenho confiança de que, com as acções correctas, será possível restaurar o crescimento forte, sustentável e equilibrado", acrescentou.   

O discurso de Lagarde surge um dia depois de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, ter dito que não há muito que a instituição que dirige possa fazer para reforçar o crescimento económico e apelou aos líderes políticos americanos que façam mais para estimular a criação de emprego e o mercado imobiliário.   

Lagarde, por seu lado, salientou a necessidade de "uma nova abordagem, baseada numa acção política forte, com um plano abrangente que englobe todas as alavancas políticas, a implementar globalmente de forma coordenada". 

A directora-geral do fundo disse que as opções políticas são mais reduzidas  que em 2008 e que "não há soluções fáceis, mas isso não significa que não existam soluções", destacando, sobretudo, a consolidação fiscal e políticas macroeconómicas que estimulem o crescimento.  

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