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Correio da Manhã

Economia

Dívida: Juros a três meses são os que mais sobem um dia antes de novo leilão

As taxas de juro exigidas pelos investidores para deter títulos de dívida soberana portuguesa agravam-se em oito maturidades, com a maior subida a verificar-se nos juros a três meses, em véspera de leilão para uma maturidade semelhante.
5 de Julho de 2011 às 10:38
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dívida, juros, economia FOTO: Júpiter Images

De acordo com os dados compilados pela agência Bloomberg, as 'yields' (remuneração total exigida pelos investidores para deter os respectivos títulos de dívida) a três meses e a três, quatro, cinco, oito, nove, dez e quinze anos sofrem agravamentos esta manhã.

A maior subida desta manhã estava precisamente na linha viva a três meses, que subia 0,814 pontos percentuais para 6,910 por cento, um dia antes do leilão que Portugal irá realizar esta quarta-feira e no qual pretende colocar entre 750 e mil milhões de euros.

Segue-se os juros exigidos pelos títulos da linha viva a seis meses, que registam a segunda maior variação mas em sentido inverso, decrescendo 0,571 pontos percentuais para os 6,148 por cento.

Nos restantes prazos as variações, nos dois sentidos, apresentavam expressão mais reduzida, e apesar de se manterem em níveis historicamente altos (dos treze prazos contabilizados pela Bloomberg, dez apresentam yields acima dos 10 por cento), estão mais baixos que os valores registados no inicio da semana passada.

A taxa exigida pela dívida a três anos é a que regista valor mais elevado, 14,084 por cento, seguida da linha viva a cinco anos, nos 13,014 por cento.

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