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Correio da Manhã

Economia

Dívida: Juros pressionados a 2 e 10 anos em Portugal

Os juros da dívida soberana estão esta quinta-feira pressionados a dois e 10 anos em Portugal e em praticamente todos os prazos em Espanha, antes do arranque do Conselho Europeu, que decorre até sexta-feira em Bruxelas.
28 de Junho de 2012 às 10:29
Os juros da dívida soberana estão esta quinta-feira pressionados a dois e 10 anos em Portugal
Os juros da dívida soberana estão esta quinta-feira pressionados a dois e 10 anos em Portugal FOTO: d.r.
Cerca das 9h25, os juros da dívida soberana portuguesa a dois anos e 10 anos registavam uma subida para os 7,443 por cento e 10,141 por cento (dos 7,409 por cento e 10,138 por cento registados na quarta-feira).

A cinco anos, os investidores pediam um juro de 10,060 por cento para adicionarem dívida portuguesa às suas carteiras (abaixo dos 10,095 por cento de quarta-feira).

Em busca de decisões que travem a desconfiança dos mercados, os líderes europeus estão hoje e sexta-feira reunidos em Bruxelas.

Mais do que nunca, a Europa está sob pressão para pôr um travão na crise da dívida soberana, que agora está a "estrangular" Espanha e Itália.

Mas, à partida para o Conselho Europeu, são mais as incógnitas do que os consensos em torno das matérias que estarão em cima da mesa, designadamente um reforço da União Económica e Monetária e uma estratégia ambiciosa para o crescimento.

Na carta-convite enviada esta semana para as 27 capitais, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, advertiu que a reunião desta semana em Bruxelas deverá, "mais do que nunca", sinalizar "de forma clara e concreta" que tudo está a ser feito para responder à crise.

Madrid e Roma já avisaram, por seu lado, que são necessárias decisões para o imediato, que acalmem os mercados, sendo de esperar que coloquem em cima da mesa as questões da possibilidade de ajuda directa aos bancos e de compra da dívida nos mercados secundários.

No entanto, os grandes assuntos em agenda são mais genéricos, havendo por isso o receio de que os chefes de Estado e de Governo, como tantas vezes aconteceu ao longo das já duas dezenas de cimeiras realizadas desde a crise grega, em 2009, se limitem a chegar a princípios de acordo, que depois pouco ou nada avançam.

Uma das grandes dúvidas em torno do desfecho desta cimeira é que passos serão dados no sentido de um reforço da União Económica e Monetária.

No final do Conselho Europeu, na sexta-feira, terá lugar um almoço de trabalho dos 17 líderes da zona euro, devendo as atenções estar centradas em Espanha, mas também em Itália e no Chipre.

Portugal vai estar representado no Conselho Europeu pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, estando o início da reunião agendado para as 15horas locais (14horas de Lisboa).

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