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Correio da Manhã

Economia
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Dívida pública atingiu novo recorde em julho

Emissões de 4,6 mil milhões, o equivalente ao custo de cinco pontes Vasco da Gama, ajudam a explicar a subida que foi registada.
João Maltez 2 de Setembro de 2020 às 08:46
Finanças, tuteladas por João Leão, preveem dívida de 134,4% do PIB este ano.
Previsão de Bruxelas mais otimista
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A dívida pública portuguesa atingiu um novo valor recorde, de 264,7 mil milhões de euros, ao subir em julho 4,9 mil milhões – o equivalente ao custo de cinco pontes Vasco da Gama. O anterior máximo foi fixado em maio deste ano, quando o valor de dívida acumulada atingiu cerca de 264,4 mil milhões de euros, segundo informação disponibilizada pelo Banco de Portugal.

Para este aumento contribuíram, essencialmente, as emissões efetuadas em julho pelo IGCP, agência que gere a dívida pública, no montante de 4,6 mil milhões de euros, explica o regulador do sistema financeiro.

No segundo trimestre de 2020, período em que a economia portuguesa sofreu um trambolhão de 16,3%, tal como o CM noticiou esta terça-feira, a dívida pública tinha subido para cerca de 127% do Produto Interno Bruto, ou seja, ultrapassava em 27% a riqueza total criada no País. Isto, depois de ter baixado para 117,7% no final do ano passado.

Com a crise causada pela pandemia a obrigar a gastos reforçados do Estado, a tendência será para o agravamento destes números. As estimativas do Governo apontavam para uma redução de 7% da riqueza criada ao longo do ano no País, mas segundo o Banco de Portugal poderá, num cenário extremo, chegar a 13,1%. No final de 2020, o Executivo espera que a dívida suba até aos 134,4% do PIB.

Estimativas piores chegam lá de fora
Sobre a dívida pública portuguesa, a Comissão Europeia estima que chegue este ano aos 131,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Num cenário mais pessimista, com uma segunda vaga de infeções pela Covid-19, a OCDE espera uma subida deste rácio para 139,9% em 2020 e 137,9% em 2021; ou para 135,9% do PIB em 2020 e 131,4% em 2021, sem segunda vaga. Já o FMI antevê que a dívida do Estado chegue a 135% do total da riqueza anual criada no País.
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