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Correio da Manhã

Economia

Dívida total de Portugal ascende a 432,1% do PIB

Dados do Banco de Portugal do primeiro semestre somam dívida de sector privado e público, mas não incluem dívidas da banca nacional. Era de 346,8% em 2007
22 de Outubro de 2012 às 14:48
Carlos Costa preside ao Banco de Portugal
Carlos Costa preside ao Banco de Portugal FOTO: Vitor Mota /CM

O endividamento total dos sectores público e privado de Portugal, exceptuando a banca, atingiu os 432,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do primeiro semestre, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal (BdP).

Este rácio é muito superior ao que se verificava no final de 2007 (a data onde começa a série do BdP): 346,8% do PIB. Deste valor, cerca de metade é devido à banca, e um quarto é devido ao estrangeiro.

Nos números do boletim estatístico do BdP, a dívida pública (na definição restrita utilizada pelas entidades europeias) atingiu os 117,6% em Junho deste ano. Numa definição mais lata, a dívida das administrações públicas atingiu os 137% do PIB.

Juntando a este valor a dívida das empresas públicas cujas contas não são englobadas no resto do Estado, a dívida pública atinge os 148,2% do PIB.

Este valor é substancialmente superior aos 87,8% do PIB registados no final de 2007. Foi das administrações públicas que veio o maior aumento no endividamento português.

Mas não só. O endividamento das empresas privadas atingiu os 182,6% - era 160% em Dezembro de 2007. O dos particulares foi dos que menos aumentou -- de 98,5 para 101,2% do PIB.

A origem da dívida varia de acordo com o sector. No caso dos particulares, o endividamento é quase todo relativamente à banca. A situação das empresas privadas é mais diversificada, mas quase metade da dívida é aos bancos.

Já o principal credor do Estado é o estrangeiro - mais de metade da dívida do sector público é ao exterior.

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